247 – O Partido dos Trabalhadores (PT) pediu ao ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), que sejam investigadas denúncias de uma possível interferência dos Estados Unidos nas eleições brasileiras em benefício da candidatura presidencial do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). A iniciativa toma como base acusações apresentadas pelo candidato à Presidência Renan Santos (Missão) sobre uma suposta atuação estrangeira no processo eleitoral.
Segundo a Coluna do Estadão, do jornal O Estado de São Paulo, o PT solicita que a Polícia Federal (PF) abra um inquérito para apurar os indícios apresentados e analisar, com urgência, se houve participação estrangeira na disputa. A legenda também pede que os elementos eventualmente obtidos sejam encaminhados à Procuradoria-Geral da República (PGR) para avaliação sobre a abertura de investigação.
PT pede investigação pela Polícia Federal
No documento encaminhado ao Supremo, o partido menciona acusações feitas por Renan Santos de que Flávio Bolsonaro estaria recebendo apoio financeiro da Rockbridge Network. Segundo a denúncia citada pelo PT, o grupo empresarial teria entre seus fundadores o vice-presidente dos Estados Unidos, JD Vance.
As alegações sobre eventual financiamento ou apoio estrangeiro ainda dependem de apuração pelas autoridades competentes e não representam, por si só, comprovação de participação externa na campanha de Flávio Bolsonaro.
O PT também pediu para participar da ação apresentada pelo Instituto Brasileiro de Mineração (Ibram) no STF que discute a atuação de municípios brasileiros em processos judiciais no exterior.
Coordenador jurídico da campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o advogado Angelo Ferraro afirmou que o objetivo do pedido é esclarecer se houve participação estrangeira e, em caso positivo, identificar a origem de eventuais recursos ou serviços.
“Não se trata de presumir a existência de uma interferência estrangeira, mas de investigar se ela ocorreu. Quando aparecem indícios de recursos, serviços ou publicidade que podem ter origem no exterior e beneficiar uma candidatura, é preciso esclarecer a cadeia de financiamento”, afirmou Ferraro à reportagem.
Denúncias citam a Rockbridge Network
A Rockbridge Network já havia sido mencionada anteriormente por Renan Santos em acusações contra Flávio Bolsonaro. O candidato do Missão atribuiu ao grupo uma suposta participação no financiamento indireto da campanha do adversário.
As acusações não foram acompanhadas, até então, de comprovação pública de que a campanha de Flávio tenha recebido recursos da organização. .
Renan Santos também aciona o TSE
Em uma frente paralela, Renan Santos e o Missão recorreram nesta quarta-feira ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), apontando suposta propaganda eleitoral irregular e possível interferência estrangeira por meio de publicações favoráveis a Flávio Bolsonaro.
A representação foi distribuída ao ministro André Mendonça. Segundo a petição, perfis estrangeiros estariam veiculando publicações de caráter político-eleitoral destinadas a promover a candidatura de Flávio entre eleitores brasileiros.
“Diversas publicações estão sendo realizadas na plataforma X em manifesta desconformidade com a legislação eleitoral, porque perfis estrangeiros estão, de forma reiterada e massiva, veiculando conteúdos de inequívoco caráter político-eleitoral destinados a promover a candidatura de Flávio Bolsonaro perante o eleitorado brasileiro”, afirma um trecho da representação.
A ação apresentada pelo Missão é dirigida ao X Brasil e aos responsáveis por cinco perfis estrangeiros. Flávio Bolsonaro não aparece formalmente como representado nesse processo. A legenda sustenta que as publicações beneficiariam eleitoralmente sua candidatura.
Perfis estrangeiros entram no foco da disputa
Segundo a representação eleitoral, as publicações questionadas teriam sido divulgadas como “parcerias pagas”. O Missão afirma que elas alcançaram eleitores brasileiros e apresentaram conteúdo favorável a Flávio Bolsonaro.
A petição também relaciona parte das publicações à Polymarket, plataforma estrangeira de mercados de previsão baseada em criptomoedas. A ação pede a retirada de cinco publicações e o bloqueio, no Brasil, de anúncios da plataforma relacionados à eleição presidencial brasileira.







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