O senador Flávio Bolsonaro afirmou, em uma carta publicada nesta quarta-feira (28) em sua conta no X, ser o "verdadeiro presidente eleito do Brasil". A mensagem foi divulgada após ele deixar o país e se mudar para os Estados Unidos, depois de perder as eleições para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Na carta, Bolsonaro alega que as eleições foram uma "repugnante fraude" e acusa a Justiça brasileira de perseguição política. Ele afirma que uma decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) sobre a extensão do horário de votação teria permitido uma "impossibilidade matemática" de Lula ganhar votos do primeiro para o segundo turno.
Flávio também critica o que chama de abuso de poder político e econômico durante a campanha, argumentando que isso justificaria a cassação da chapa Lula-Alckmin. Segundo ele, há problemas não apenas com o resultado, mas também com toda a condução das eleições pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Do exterior, o senador afirma que "liderará" a oposição a partir dos Estados Unidos. Ele justifica sua saída do Brasil alegando que sofreria perseguição política e compara sua situação à de outras lideranças políticas que enfrentaram regimes autoritários, como o cubano José Martí e o venezuelano Juan Guaidó.
Na carta, Bolsonaro pede às instituições brasileiras que ponham fim ao que chama de "sandice" judicial e apela à comunidade internacional para que não "normalizem" o que acontece no Brasil. Ele também se dirige aos senadores, deputados e governadores eleitos sob sua influência, dizendo que liderará a oposição porque acredita que eles não têm "liberdade necessária" para exercer suas atividades políticas.







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