Um confronto de DNA no Banco Nacional de Perfis Genéticos identificou um homem de 33 anos suspeito de estupro e roubo em Cascavel, na Região Oeste, em dezembro de 2016. A Polícia Civil do Paraná indicou o suspeito nesta sexta-feira (28), quase dez anos depois do crime.
O material genético havia sido colhido da vítima nas investigações feitas na época e ficou preservado mesmo após o inquérito ser arquivado, em 2019, por falta de elementos para identificar os autores.
O caso voltou a avançar depois de um laudo da Polícia Científica do Paraná apontar resultado positivo entre o DNA coletado em 2016 e o perfil genético de um homem cadastrado no banco nacional.
Como o crime ocorreu
Segundo a PCPR, a vítima foi abordada por criminosos armados em frente à própria casa e forçada a entrar na caminhonete. O grupo seguiu até uma área rural, onde ela foi levada para uma plantação e mantida sob ameaça.
De acordo com a polícia, um dos criminosos fugiu com os demais integrantes e permaneceu com a vítima. Ele roubou R$ 1 mil e, sob violência e ameaças de morte, obrigou a mulher a manter relações sexuais.
Com a identificação genética, a Polícia Civil pediu o desarquivamento do inquérito e deu continuidade às diligências. O suspeito já está preso por outros crimes violentos e cumpre penas que somam mais de 50 anos de reclusão. Interrogado por videoconferência nesta sexta-feira, ele negou os crimes. A PCPR o indiciou por roubo agravado e estupro, e o inquérito foi enviado ao Ministério Público e ao Poder Judiciário.







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