A Petrobras iniciou nesta terça-feira (22), no Rio de Janeiro, as negociações comerciais com a Yinson para o FPSO P-88, que será usado no campo de Albacora, na Bacia de Campos, após validar tecnicamente a proposta da empresa malaia.

Segundo a diretora executiva de Engenharia, Tecnologia e Inovação da estatal, Renata Baruzzi, a companhia agora vai discutir as condições do contrato com base no valor oferecido pela Yinson, de US$ 2,29 bilhões.

“A primeira fase foi averiguar se a proposta é tecnicamente válida. Agora, entramos na segunda fase: vamos negociar melhores condições com base no preço que foi oferecido”, disse Baruzzi durante a ROG.e 2026.

A executiva afirmou ainda que, até aquele momento, a Petrobras não havia recebido formalmente pedidos de recurso. A Yinson apresentou a menor proposta entre as empresas participantes da licitação.

Propostas acima da ofertada pela Yinson

Entre os demais valores apresentados, a chinesa COOEC ofertou US$ 2,84 bilhões, seguida pela indiana Shapoorji Pallonji, com US$ 2,9 bilhões, pela malaia MISC, com US$ 3,05 bilhões, e pela norueguesa BW Offshore, com US$ 3,19 bilhões.

De acordo com apuração da Agência iNFRA, companhias que entraram na disputa com propostas mais altas questionaram a oferta da Yinson. Fontes da Petrobras, porém, informaram ao veículo que o projeto apresentado pela malaia atende às exigências da estatal.

Características do FPSO P-88

A P-88 será contratada no modelo BOT, no qual a empresa vencedora fica responsável pelo projeto, construção, montagem e operação da unidade por um período definido em contrato, antes da transferência à Petrobras.

O FPSO terá capacidade para produzir 120 mil barris de óleo por dia e processar até 4,3 milhões de metros cúbicos diários de gás natural. A expectativa é de que o primeiro óleo seja extraído depois de 2031. Albacora integra a Rodada Zero e é operado pela Petrobras, que tem 100% de participação no campo.