A GeForce GTX 1650, placa de entrada da NVIDIA lançada em 2019, ainda é vendida nova no varejo brasileiro, mas comprá-la em 2026 raramente compensa para quem monta um PC do zero. Segundo o Canaltech, os preços em lojas confiáveis estão em cerca de R$ 1.400, a mesma faixa de uma RTX 3050, modelo bem mais potente.

Por que a GTX 1650 fez sucesso

Baseada na arquitetura Turing, sem os núcleos Tensor e RT dedicados, a placa se destacou por um TDP de apenas 75 W. Em muitos modelos, isso dispensava conectores adicionais de alimentação e permitia reviver PCs de escritório sem trocar a fonte.

Desde então, a indústria de games elevou as exigências técnicas. Os motores gráficos passaram a usar geometrias de altíssima densidade, iluminação complexa e texturas pesadas, e o perfil de uma placa de entrada mudou.

Onde ela ainda funciona e onde não dá

Nos jogos competitivos, a GTX 1650 ainda entrega boa experiência em Full HD. Títulos leves como Valorant, Rocket League, Overwatch 2 e Apex Legends rodam acima de 60 FPS, desde que as configurações visuais sejam ajustadas.

O problema aparece nos jogos AAA, mesmo nos de anos atrás. Os 4 GB de VRAM causam stuttering e falha no carregamento de texturas, o que resulta em imagem de baixa qualidade. Para manter taxas jogáveis, é preciso reduzir a resolução e recorrer a recursos de upscaling como o FSR.

A linha GTX não tem núcleos dedicados à inteligência artificial e, por isso, não oferece suporte nativo ao NVIDIA DLSS. Resta ao usuário o AMD FSR 3 (ou versões anteriores) e o Intel XeSS. Esses recursos ajudam a ganhar alguns quadros, mas tendem a gerar artefatos visuais e perda de nitidez quando partem de resoluções muito baixas, como 720p.

Upgrade de PC de escritório e custo-benefício

O principal ponto a favor da placa está nos upgrades de PCs pré-montados ou de escritório, como modelos da Dell, HP e Lenovo. Como depende apenas da energia fornecida pelo slot PCI-E da placa-mãe, ela elimina a compra de uma fonte nova com cabos PCIe dedicados.

Para quem tem uma configuração antiga e quer jogar casualmente ou fazer emulação sem gastar com outros componentes, a placa ainda cumpre esse papel específico. O ganho, porém, não deve ser exagerado: a GTX 1650 é limitada para os padrões atuais.

No varejo, o entrave é a relação entre custo e desempenho. A RTX 3050, vendida na mesma faixa de R$ 1.400, é consideravelmente mais forte, embora consuma quase o dobro de energia.

Para quem monta um PC do zero com orçamento limitado, opções com 8 GB de VRAM e suporte a APIs modernas garantem vida útil bem maior. Além disso, os processadores atuais com gráficos integrados já chegam perto do desempenho da placa em títulos leves, com garantia de fábrica e menor consumo.

Com informações de Canaltech, Tecnoblog.