A Prefeitura de Maringá, no Noroeste do Paraná, decretou calamidade pública nesta segunda-feira (2), depois de um temporal na madrugada que veio acompanhado de fortes rajadas de vento. A chuva derrubou árvores, destelhou imóveis e afetou serviços de emergência em diferentes regiões da cidade. O anúncio foi feito pelo prefeito Silvio Barros.

Segundo o Simepar (Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná), Maringá registrou rajadas de 81 km/h às 3h30. No aeroporto, os ventos chegaram a 66,6 km/h às 6h, com novas rajadas de 60,8 km/h às 6h15 e às 6h30. O instituto avaliou que as rajadas causaram danos severos na cidade. O acumulado de chuva foi de 51,8 milímetros, conforme as estações do Simepar.

Quartel dos Bombeiros ficou destelhado

Um dos locais mais atingidos foi o quartel do Corpo de Bombeiros, que ficou completamente destelhado. Árvores caíram dentro da estrutura e atingiram veículos, o que impedia a saída das viaturas. Uma das primeiras ações foi liberar o acesso ao quartel para que os bombeiros e as equipes da Copel pudessem trabalhar.

Em vídeo gravado na Avenida Paranavaí, o prefeito mostrou os danos e disse que a situação atingiu vários bairros e vias importantes, como a Avenida Colombo. "Passei por várias vias, um caos total. Inclusive o Corpo de Bombeiros teve o seu quartel totalmente destelhado", afirmou. Ele também destacou a necessidade de restabelecer as comunicações o mais rápido possível e pediu solidariedade e colaboração da população.

O que muda com o decreto

O decreto permite contratações emergenciais e a liberação de recursos para atender a população. De acordo com o Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional, o estado de calamidade pública também dá acesso a recursos federais e permite a adoção de políticas públicas e a atribuição de efeitos jurídicos específicos.

A prefeitura ainda contabiliza os danos e as ocorrências. Equipes das secretarias de Infraestrutura e de Limpeza Urbana (Selurb) e da Defesa Civil atuam desde as primeiras horas do dia na remoção de árvores e galhos das vias e no atendimento a danos em imóveis, postes e veículos.

A orientação é que moradores não removam galhos ou árvores por conta própria, pelo risco de contato com a rede elétrica. A retirada pode ser solicitada pelo aplicativo Ouvidoria 156 ou pelo site da prefeitura, na opção "Temporal". Em emergências com risco de vida, os telefones são o Samu (192), a Defesa Civil (199) e os Bombeiros, (44) 3127-1193 ou (44) 99144-4363.

Fios rompidos e postes quebrados exigem distância e aviso à Copel, pelo telefone 0800 51 00 116. A falta de energia também pode ser comunicada pelo aplicativo e pelo site da empresa, pelo WhatsApp (41) 3013-8973 ou por SMS para 28593, com as letras "SL" seguidas do número da unidade consumidora.

Previsão: novas tempestades na semana

As tempestades voltaram ao Paraná no domingo (1º) e devem marcar a semana, segundo o Simepar. Houve granizo em cidades como Marquinho, Bandeirantes, Cantagalo, São Mateus do Sul, Medianeira, Umuarama, Ibiporã e Jandaia do Sul. Entre 0h e 8h de segunda, os maiores acumulados foram em Palotina (65,2 mm), Cianorte (62,8 mm), Inajá (57,2 mm), Capanema (57 mm) e Ubiratã (53 mm).

Na terça-feira (3), o tempo segue quente e úmido, com possibilidade de tempestades localizadas à tarde. Na quarta (4), o risco aumenta, com chance de tempestades intensas na metade sul, inclusive supercélulas. Na quinta (5), a formação de um ciclone extratropical na costa da região Sul e o avanço de uma frente fria podem trazer temporais potencialmente severos, que se deslocam em direção ao norte do estado. O Simepar recomenda o cadastro nos alertas da Defesa Civil Estadual, por SMS com o CEP da residência para o número 4199.

Com informações de Massa News, Folha de Londrina.