A Microsoft divulgou na quarta-feira (28) o balanço do primeiro trimestre fiscal, com fluxo de caixa livre de US$ 18,6 bilhões. O destaque fica para o crescimento de 48% registrado na divisão Azure, que superou significativamente as projeções dos analistas do mercado financeiro, em cerca de US$ 10 bilhões.

Com esses números, as ações da companhia avançaram mais de 3% nas negociações after-hours. A receita consolidada atingiu US$ 92,28 bilhões, enquanto a divisão Azure gerou US$ 33,17 bilhões no período. O lucro ajustado ficou em US$ 4,89 por ação.

O gasto de capital (Capex) totalizou US$ 45,2 bilhões, ficando abaixo da projeção interna de US$ 50 bilhões que a companhia havia estabelecido para o trimestre.

Estratégia de precificação em IA

O crescimento reflete a mudança de abordagem adotada pela empresa sob liderança do CEO Satya Nadella. A Microsoft passou a oferecer modelos de preço mais competitivos para inteligência artificial, reduzindo as barreiras para clientes que enfrentavam custos elevados na adoção dessas soluções.

Na disputa pelas empresas mais valiosas do mundo, a Microsoft mantém a terceira posição. A Alphabet, controladora do Google, segue no topo do ranking, enquanto a Meta ocupa apenas a décima colocação. Todas as três competem pela liderança na expansão de inteligência artificial.

No setor como um todo, as expectativas de investimento seguem elevadas. As gigantes de tecnologia devem gastar mais de US$ 700 bilhões nos próximos períodos apenas com infraestrutura de data centers, hardware e energia para viabilizar os sistemas de IA.