Neste 8 de março, enquanto o cenário político se enche de discursos protocolares e homenagens vazias, o ex-deputado André Vargas decide ir direto ao ponto central da desigualdade: a divisão real do poder. Rompendo com a superficialidade da data, Vargas coloca na mesa uma das propostas mais ousadas e estruturais da política brasileira recente: a garantia por lei de que 50% das cadeiras de todas as casas legislativas do Brasil sejam ocupadas por mulheres.

A proposta não é apenas uma ideia; é um projeto de reestruturação democrática. Abrange desde as Câmaras de Vereadores nos municípios, passando pelas Assembleias Legislativas estaduais, até chegar à Câmara Federal. O recado de Vargas é claro: a verdadeira homenagem à mulher trabalhadora é garantir que ela tenha a caneta na mão para decidir os rumos do país.

A Revolução do Voto Duplo: Como garantir a paridade

Para transformar os 50% em realidade, André Vargas propõe uma mudança de vanguarda no sistema eleitoral brasileiro: a criação das listas duplas. No dia da eleição, o eleitor passaria a ter um novo modelo de votação, depositando dois votos para o legislativo:


  • Um voto na Lista de Mulheres (escolhendo entre candidatas de diversos partidos).


  • Um voto na Lista de Homens (escolhendo entre candidatos de diversos partidos).


Essa engenharia eleitoral garante, de forma matemática e incontestável, a paridade de gênero na ocupação das cadeiras. É o fim da sub-representação e o início de um protagonismo real e efetivo das mulheres nos espaços onde o orçamento público é definido e as leis são criadas.

Uma trajetória de alianças e lutas reais

Essa visão de paridade e fortalecimento feminino no poder não surge do nada no discurso de Vargas. É o reflexo de uma trajetória política fundamentada em alianças sólidas com grandes lideranças femininas. Um exemplo claro dessa coerência é a histórica parceria de 30 anos entre André Vargas e a pré candidata a senadora Gleisi Hoffmann, uma frente de atuação conjunta que sempre colocou a classe trabalhadora, a justiça social e os direitos das mulheres no centro das decisões políticas do Paraná e do Brasil.

Menos Violência, Mais Leis: O impacto direto na sociedade

No manifesto lançado neste Dia Internacional da Mulher, Vargas amarra a representatividade política à proteção à vida. A tese central é de que a ausência de mulheres no poder perpetua as estruturas machistas que alimentam a violência. Com metade do Congresso e das Câmaras formados por mulheres, o combate ao feminicídio ganha força de lei, com políticas públicas mais rígidas e orçamentos garantidos para a proteção feminina.

Confira o contundente pronunciamento de André Vargas em defesa do projeto:

"Nesse Dia Internacional da Mulher, quero fazer as homenagens às mulheres do nosso país, às mulheres das nossas vidas, mas também quero defender uma proposta, e defender isso no Congresso Nacional. Que metade das vagas para a Câmara Federal, para as Assembleias Legislativas e Câmaras de Vereadores sejam ocupadas por mulheres.

Assim, no dia da eleição, nós votaremos em duas listas. A lista de mulheres e a lista de homens. Nós teremos dois votos e teremos, portanto, igualdade entre homens e mulheres no poder que toma decisões, que elabora leis e que tem peso na vida das pessoas.

Assim, nós faremos, de fato, justiça e será um processo de igualdade de direitos, dando largada à construção de uma sociedade melhor, mais justa, mais equânime, e com menos feminicídio, menos violência e, principalmente, com mais justiça. É assim que a gente faz a luta das trabalhadoras e das mulheres do nosso país."

O choque no sistema político

Com essa movimentação, André Vargas demonstra uma capacidade ímpar de pautar o debate nacional e desafiar o atual establishment político, que historicamente se beneficia da exclusão feminina. A proposta do voto duplo já movimenta ativistas, lideranças e movimentos sociais, mostrando que Vargas continua sendo um formulador de políticas de grande impacto.

O debate está lançado. A proposta de André Vargas dita um novo horizonte para a política brasileira: a partir de agora, não aceitaremos menos do que a metade do poder para elas.