247 – Fernando Haddad, candidato do PT ao governo de São Paulo, afirmou nesta quinta-feira (17) estar preocupado com o avanço da corrupção em órgãos estaduais e municipais e prometeu criar uma agência anti-facção caso seja eleito. A declaração foi dada durante agenda de campanha em Jundiaí, no interior do estado.
As declarações ocorrem no mesmo dia em que uma operação da Polícia Civil de São Paulo e do Ministério Público investiga suspeitas de infiltração do PCC no sistema de transporte público da capital.
“Há muito tempo eu estou preocupado com o nível de corrupção que está avançando em órgãos estaduais e municipais importantes. Você vê que nos últimos seis dias, apenas seis dias, a prefeitura está tendo que explicar o contrato do Wi-Fi, a privatização do serviço funerário e agora a questão da privatização da concessão das linhas de ônibus na cidade de São Paulo, que estão na mão do PCC”, disse Haddad.
Agência anti-facção
O candidato afirmou que pretende criar uma estrutura voltada ao combate ao crime organizado com participação da Polícia Federal e da Receita Federal. “Nós vamos montar a agência anti-facção e vamos surpreender o crime organizado com ação efetiva com a Polícia Federal e a Receita Federal no meu gabinete”, prometeu Haddad.
Na operação realizada nesta quinta-feira (17), foram expedidos 16 mandados de prisão e 18 de busca e apreensão. Entre os alvos estão o ex-vereador Milton Leite (União), aliado do prefeito Ricardo Nunes (MDB) e do candidato à reeleição Tarcísio de Freitas (Republicanos), e Danilo Morgado (PL), candidato a deputado estadual pelo partido de Jair Bolsonaro.
Haddad também relacionou as investigações a possíveis conexões políticas e defendeu o avanço das apurações.
“Essas coisas precisam ser explicadas, porque por trás desses esquemas você pode ter certeza que tem algum vínculo político que precisa ser esclarecido. Ninguém faz isso sem ter algum suporte político por trás. E tanto a polícia quanto o Ministério Público podem avançar nessas investigações para saber qual é o esquema político que está por trás, que deu amparo a esses três esquemas apenas na prefeitura de São Paulo. Repito, Wi-Fi com Dark Horse, a questão do serviço funerário e a questão da concessão de transporte público urbano”, enumerou.
O candidato do PT também esteve nesta quinta-feira (17) em Francisco Morato e Franco da Rocha, na Região Metropolitana de São Paulo, onde cumpriu compromissos de campanha.






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