Causou estranheza ao advogado e um dos coordenadores do Grupo Prerrogativas, Bruno Salles, o que ele chamou de “contradição” entre o que o presidente do STF, Edson Fachin, disse na sessão de 15 de setembro (terça-feira) e o que consta da sua decisão emitida hoje, (17/09).
Na sessão do dia 15 a posição do presidente – um dos motivos do pedido de vista do ministro Flávio Dino – via a necessidade de haver sessões separadas para Alexandre de Moraes e André Mendonça, marcada apara acontecer no próximo dia 23, pois entendia que tinham natureza distinta. No ofício que encaminhou aos pares no dia de hoje, ele adia a sessão que julgaria André Mendonça e se posiciona de modo oposto, isto é, alega que precisam acontecer juntas. Para isto ele irá avaliar uma nova data (que não diz qual será), “considerando a direta relação dos pontos contidos na Questão de Ordem referida acima com a apreciação destes autos, abarcando questionamento sob a regularidade da própria relatoria, a inclusão em pauta será oportunamente resignada”.
Ou seja, anuncia que fará a sessão conjunta. Daí deve-se depreender o caráter político daquela primeira etapa – a que tratou de Alexandre de Moraes – que descortinou ao país a intensa disputa na Corte. Sua decisão deixa ver que a intenção talvez fosse “expor” primeiro o ministro Alexandre de Moraes para depois do devido estardalhaço, vir com a de André Mendonça. Mas, com o pedido de vista do ministro Dino, Fachin não se importou em atropelar a própria coerência e diluir a atenção sobre Mendonça, juntando os dois numa sessão só.
“O fato de o ministro Flávio Dino ter pedido vista implicaria, necessariamente, na sessão de André Mendonça acontecer antes” da de Moraes, destacou Salles. “Não sei se ele vai levar juntos, mas no mínimo ele não vai deixar o André ser julgado primeiro. E, sim, pode ter esse componente de não atrapalhar o calendário eleitoral”, pondera.
Ao que tudo indica, isso não interessa aos da turma de André Mendonça. Entre eles, agora transparece, o presidente Edson Fachin.






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