247 – O Sindicato Nacional dos Funcionários do Banco Central (Sinal) pediu uma reunião com o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, para discutir propostas de valorização da carreira de especialista e medidas destinadas ao fortalecimento institucional da autarquia. O pedido consta de ofício enviado em 16 de setembro de 2026, com cópia ao diretor de Administração do BC, Rodrigo Alves Teixeira.

De acordo com o documento do Sinal, a entidade pretende retomar o diálogo com a direção do Banco Central sobre reivindicações aprovadas pelos servidores em Assembleia Geral Nacional. 

O sindicato incluiu entre os principais pontos o reconhecimento da carreira de especialista como típica de Estado, a exigência de nível superior para ingresso no cargo de técnico e a criação de uma retribuição vinculada à produtividade institucional.

Sindicato cobra reconhecimento da carreira como típica de Estado

A caracterização da carreira de especialista do Banco Central como típica de Estado aparece entre as prioridades apresentadas pela entidade. O Sinal argumenta no ofício que o encontro com Galípolo deve permitir a retomada das negociações e a busca de encaminhamentos para as pautas definidas pelos servidores.

O sindicato também defende que o Banco Central passe a exigir formação de nível superior para candidatos ao cargo de técnico. Hoje, essa reivindicação integra a agenda funcional discutida pela categoria e aparece ao lado das propostas de reorganização da estrutura remuneratória.

Outro ponto apresentado ao presidente do BC envolve a implementação da Retribuição por Produtividade do Banco Central (RPBC). O Sinal propõe uma estrutura que associe parte da remuneração ao desempenho institucional da autarquia.

Sinal propõe taxa sobre instituições supervisionadas

Além das reivindicações relacionadas à carreira, o sindicato incluiu no pedido de reunião a criação de uma Taxa de Fiscalização do Sistema Financeiro.

A proposta prevê a cobrança da taxa sobre instituições que o Banco Central supervisiona. Segundo o documento, os recursos contribuiriam para financiar as atividades do BC e ampliar sua capacidade de investimento.

O Sinal destaca especialmente os investimentos em tecnologia da informação. A entidade associa a criação dessa fonte de recursos ao objetivo de reforçar a estrutura operacional do Banco Central e sua atuação como órgão de Estado.

A proposta acrescenta uma dimensão institucional à pauta sindical. Além de reivindicações ligadas diretamente à carreira dos servidores, a entidade apresenta uma medida de financiamento que alcança a própria estrutura do Banco Central.

Tecnologia entra na pauta de fortalecimento do BC

O ofício afirma que a eventual arrecadação da taxa ajudaria a custear atividades da autoridade monetária e investimentos, principalmente na área de tecnologia da informação. O sindicato relaciona essa iniciativa à necessidade de fortalecer o Banco Central em suas funções permanentes de Estado.

A demanda ganha peso diante da crescente dependência tecnológica das atividades de supervisão e fiscalização do sistema financeiro. O documento, porém, não apresenta valores para a taxa, modelo de cobrança, estimativa de arrecadação ou cronograma para uma eventual implementação.

O Sinal também não detalha no ofício se a criação da cobrança dependeria de projeto de lei ou de outra iniciativa normativa. A entidade limita o documento à inclusão do tema na agenda que pretende discutir com a presidência do Banco Central.

Entidade busca retomada do diálogo com a direção

No pedido encaminhado a Galípolo, o sindicato afirma que considera necessário ampliar o diálogo sobre propostas que afetam tanto os servidores quanto a estrutura institucional da autoridade monetária.

O Sinal associa as reivindicações à continuidade das atividades exercidas pelo Banco Central e defende uma interlocução permanente com a direção da instituição. A entidade também se colocou à disposição para marcar a reunião de acordo com a agenda do presidente do BC.

O presidente do Sinal, Epitácio da Silva Ribeiro, assinou o documento encaminhado ao Banco Central.

O sindicato não informa uma data definida para o encontro. A solicitação permanece centrada na abertura de uma agenda com Galípolo para discutir a carreira de especialista, a estrutura remuneratória, o ingresso no cargo de técnico e a proposta de financiamento das atividades de supervisão do Banco Central.