O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, recebeu pessoalmente o presidente da China, Xi Jinping, nesta quarta-feira (23), em Washington, enquanto os dois países decidiram ampliar por dois meses a atual trégua comercial.

Trump e a primeira-dama, Melania Trump, encontraram Xi e a mulher dele, Peng Liyuan, em um tapete vermelho de cerca de 30 metros na Joint Base Andrews, em Maryland, numa recepção fora do protocolo usual norte-americano.

Segundo a Reuters, a prorrogação da trégua foi anunciada pelo secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, após negociações com o vice-primeiro-ministro chinês, He Lifeng. O acordo, que terminaria em 10 de novembro, ficará válido até 10 de janeiro de 2027.

Relação em tentativa de estabilização

Xi faz sua primeira viagem aos Estados Unidos em quase três anos. A visita de três dias ocorre em meio às tentativas de Washington e Pequim de administrar divergências sobre comércio, tecnologia, Taiwan e Irã sem provocar nova escalada entre as duas maiores economias do mundo.

Durante a recepção, Trump e Xi sorriram, apertaram as mãos e conversaram por alguns minutos na pista. A cerimônia contou com banda militar, salva de canhões e sobrevoo de um bombardeiro B-1. A agenda inclui cerimônia militar na Casa Branca, jantar de Estado e uma reunião bilateral nesta quinta-feira (24).

Comércio, tecnologia e inteligência artificial

Bessent afirmou que a extensão da trégua dará mais tempo para que os dois governos avaliem a possibilidade de um acordo econômico mais amplo. O entendimento reduziu parte das tarifas impostas mutuamente na escalada comercial e envolveu compromissos sobre o fornecimento chinês de terras raras e minerais estratégicos.

Apesar do gesto diplomático, seguem em aberto temas como os controles dos EUA sobre exportação de chips e tecnologias avançadas, o acesso americano a minerais estratégicos chineses, a situação de Taiwan e a disputa por inteligência artificial. As duas partes também discutiram um mecanismo de comunicação para incidentes ligados à segurança da IA.