Cristiane Gomes da Silva, mãe de Ana Clara — menina de cinco anos morta por disparos de fuzil — acusou Flávio Bolsonaro, candidato à presidência pelo PL, de usar sua influência para impedir a punição do policial responsável. Segundo ela, a investigação e as provas periciais apontam o acusado como autor dos disparos contra a filha. O depoimento foi registrado em vídeo divulgado nesta sexta-feira, 24 de outubro.

Cristiane detalha que a perícia identificou o fuzil do policial como a arma utilizada nos disparos contra a menina. Ela reafirma as conclusões técnicas: "Foi feita a perícia. Foi tudo dito. E o disparo saiu do fuzil dele. Os dois tiros que pegaram na minha filha saíram do fuzil dele".

Cristiane acusa Flávio de trabalhar ativamente para obstruir a justiça no caso. "Ele está fazendo de tudo pra esse cara não pagar o que ele me fez, o que ele fez com o meu filho, o que ele fez com a minha filha. Ele tá usando a força dele pra fazer que isso não aconteça", declarou ela, apontando a influência política do candidato como ferramenta contra a responsabilização.

Questionada sobre os argumentos que sustentariam a defesa do acusado diante das provas coletadas, Cristiane manifestou incredulidade. "Então, assim, por quê? Qual é a defesa? Qual é o argumento que tem? E não existe", questionou.

A mãe vinculou suas esperanças de obter justiça ao resultado eleitoral. Ela teme que a possível vitória de Flávio comprometeria suas chances de responsabilização do acusado. "Se ele ganhar, eu perco qualquer esperança de um dia ter justiça pela minha filha", afirmou Cristiane.