A imagem fala sozinha. Na tarde deste sábado (24), véspera do segundo turno, a Avenida Saul Elkind, coração da zona norte de Londrina, ficou vermelha até onde a vista alcança. Do alto do trio, não se via asfalto: eram quarteirões e quarteirões de gente a pé, com bandeiras de Lula e Alckmin, do Brasil, do arco-íris e dos movimentos sociais, e cartazes do Minha Casa Minha Vida erguidos no meio da multidão.

Não era carreata, não era buzinaço. Era povo andando junto. Jovens, famílias, trabalhadores dos conjuntos da zona norte, gente com a camisa da seleção e boné do 13. No carro de som, lideranças se revezaram ao microfone, e uma delas ergueu para a multidão um exemplar da Constituição Federal, o símbolo do que está em jogo neste domingo.
Do outro lado, uma rotatória
A comparação com o ato bolsonarista, que circulou neste sábado em imagem feita do alto de um prédio, é cruel para quem passou quatro anos dizendo que "o povo está com eles". O que se vê ali é uma concentração verde e amarela que se espreme numa rotatória e num trecho de avenida, e logo atrás uma fila de carros, caminhonetes e caminhões com bandeira na janela. Muito motor, pouca gente.

A diferença não é só de tamanho. É de jeito. De um lado, gente que veio a pé, de ônibus, de bicicleta, ocupando a rua do próprio bairro. Do outro, um desfile de carro fechado, a mesma fórmula das carreatas que, em 2022, terminaram em bloqueio de estrada e em acampamento na porta de quartel pedindo golpe.
Por que isso importa
O Você Viu Isso? defende a democracia e não esconde o lado. O bolsonarismo atacou as urnas, as instituições e tentou um golpe de Estado depois de perder em 2022. Rua cheia não ganha eleição sozinha, mas mostra quem tem disposição de sair de casa para defender o país. Neste sábado, em Londrina, essa disposição estava na Saul Elkind, e ela era vermelha.
A votação do segundo turno é neste domingo, 25 de outubro, das 8h às 17h.







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