Entre 10% e 11% dos bebês que nascem em Londrina são prematuros, o que representa mais de 600 crianças por ano. Os dados foram divulgados pela Secretaria Municipal de Saúde (SMS) durante o Novembro Roxo, campanha de conscientização sobre a prematuridade, segundo a Folha de Londrina.
De acordo com a coordenadora de Saúde da Criança e Aleitamento Materno na Atenção Primária, Gabriela Curan, mais de 70% das mortes de menores de 1 ano no município ocorrem entre recém-nascidos pré-termo, por se tratar de uma população mais vulnerável.
Onde ocorrem os partos de alto risco em Londrina
Pelo SUS, os hospitais de referência para gestações e partos de alto risco são o Hospital Universitário e o Hospital Evangélico de Londrina. Na rede privada, partos prematuros também são realizados no Hospital da Unimed e no Hospital Notre Dame Bela Suíça.
Uma das ações previstas é melhorar os fluxos de referência e contrarreferência entre essas unidades e as Unidades Básicas de Saúde (UBSs). A ideia é que hospitais e UBSs se comuniquem de forma mais ágil, para que o bebê tenha continuidade no atendimento depois da alta. Segundo Gabriela, essa comunicação é importante para a qualidade da assistência à mãe e ao bebê e para assegurar a continuidade dos cuidados e do acompanhamento.
Capacitação de enfermeiros e campanha nas UBSs
A SMS fará no dia 24 de novembro, em formato on-line, uma capacitação para enfermeiros que acompanham o crescimento e o desenvolvimento das crianças nas UBSs, a chamada puericultura. A expectativa é alcançar cerca de 60 enfermeiros da rede municipal, para qualificar o atendimento aos prematuros nas consultas e reforçar o acompanhamento depois da alta hospitalar.
As UBSs também receberão decoração na cor roxa, símbolo da campanha. A iluminação será usada para dar visibilidade à mobilização, de forma intercalada entre o roxo e o azul, cores que representam o Novembro Roxo e o Novembro Azul, voltado à saúde do homem.
Cuidado desde o pré-natal
O slogan deste ano é “Pequeno no tamanho, grande no potencial. Investir no acompanhamento pós-alta é proteger o futuro”. A mensagem destaca que, além da assistência especializada durante a internação neonatal, o acompanhamento depois da alta é fundamental para o desenvolvimento e a saúde dos prematuros.
“Para além das estatísticas, é preciso olhar para cada bebê e cada família em sua singularidade, considerando seus anseios, inseguranças, necessidades e também suas potencialidades. Esse cuidado deve começar ainda no pré-natal, com as ações possíveis de prevenção do parto prematuro, e continuar no acompanhamento após a alta hospitalar”, destacou Gabriela Curan.
Com informações de Folha de Londrina.







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