Londrina registrou 63 mortes em acidentes de trânsito entre janeiro e outubro de 2026, alta de quase 20% sobre o mesmo período de 2025, quando foram 51 óbitos. Os dados são da Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU), segundo o portal Paiquerê, e ainda não incluem novembro.

O que mostram os números

Nos dez primeiros meses do ano, a cidade teve mais de 2.530 sinistros de trânsito, contra 2.415 em igual intervalo de 2025.

A maior parte das mortes ocorreu na área urbana. Até setembro, das 60 vítimas fatais contabilizadas, 38 morreram em ruas e avenidas de Londrina e 22 em rodovias federais e estaduais que cortam o município.

Entre as vias urbanas, a Avenida Dez de Dezembro lidera, com cinco mortes. Depois aparecem a Avenida Angelina Ricci Vezozzo, com três, e a Avenida Higienópolis, com duas.

De acordo com a CMTU, excesso de velocidade, desrespeito à sinalização e uso do celular ao volante estão entre os fatores que contribuem para os acidentes.

Motos aparecem em cerca de 77% das ocorrências

Das mais de 2.530 ocorrências do período, quase 2 mil envolveram motocicletas, o equivalente a aproximadamente 77% do total. Condutores de moto ficam mais expostos a ferimentos graves e mortes, principalmente em colisões e quedas.

A CMTU orienta os motociclistas a respeitar os limites de velocidade, evitar manobras arriscadas entre os veículos, sinalizar com antecedência e adotar direção defensiva. Segundo Renan Neves, a companhia também realiza campanhas educativas para conscientizar os condutores.

Novos radares devem reforçar a fiscalização

Para tentar reduzir os acidentes, Londrina prevê ampliar a fiscalização eletrônica, com novos equipamentos de controle de velocidade em 71 pontos da cidade. A estrutura deve complementar o trabalho dos agentes da CMTU, da Guarda Municipal e da Polícia Militar.

A expectativa da companhia é que os equipamentos reduzam as infrações e, consequentemente, os acidentes mais graves.

Com informações de Paiquerê.