O Instituto de Tecnologia do Paraná (Tecpar) encaminhou documento à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) solicitando o registro da vacina contra varicela, popularmente chamada de catapora. O procedimento envolve a apresentação de uma série abrangente de dados científicos e ensaios rigorosos. A Anvisa realizará uma avaliação sobre a segurança, a qualidade e a eficácia do imunizante. Conforme o instituto, a análise pode durar entre seis meses e um ano, e a expectativa é que aproximadamente 7 milhões de doses sejam fornecidas ao Ministério da Saúde para o Sistema Único de Saúde (SUS) já em 2027.
A ação resulta de uma Parceria para o Desenvolvimento Produtivo (PDP) estabelecida com a biofarmacêutica chinesa Sinovac, empresa responsável pelo desenvolvimento da Coronavac no período pandêmico. O Tecpar foi o único laboratório público brasileiro selecionado pelo Ministério da Saúde em 2025 para o fornecimento de imunizantes contra catapora e raiva humana ao SUS. O objetivo central do projeto é reduzir a grande dependência do país em relação às importações estrangeiras de vacinas.
De acordo com Eduardo Marafon, diretor-presidente do Tecpar, a transferência tecnológica abre caminhos para a independência no setor. "A meta é que futuramente possamos iniciar a produção local da vacina para suprir integralmente as necessidades do SUS", comenta o gestor.
Fábrica de vacinas em Maringá
A parceria com a Sinovac prevê, no longo prazo, a implantação integral do processo produtivo dessas duas vacinas em território brasileiro, especificamente em Maringá, na região norte paranaense. O complexo laboratorial localizado no Parque Tecnológico Industrial da Saúde do Tecpar já avançou 65% em suas obras, com expectativa de conclusão da estrutura ainda em 2026. Técnicos chineses já fizeram visitas ao local para fins de ajustes nos projetos das fábricas e definição de custos.
A catapora constitui uma infecção viral altamente contagiosa responsável por manchas vermelhas, bolhas e incômodo na pele. No Brasil, o problema afeta milhares de crianças e pode provocar situações graves em adultos, mulheres grávidas e pessoas com imunidade reduzida. Atualmente, todas as doses de vacina monovalente para prevenção utilizadas no país são produzidas no exterior.







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