O governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), declarou nesta segunda-feira (28) que permanecerá na corrida pela Presidência da República e levará sua campanha até o término. A declaração surge em um contexto de movimentação dentro de seu próprio partido, que estaria incentivando a desistência da candidatura presidencial em favor de Flávio Bolsonaro (PL) já no primeiro turno.
Em vídeo divulgado por sua assessoria, Zema afirmou: “Estou aqui começando a minha segunda-feira. Vou ficar todo o tempo em campo. Levo a minha proposta até o final”. Ele também mencionou suas duas vitórias no governo de Minas Gerais para reforçar sua permanência na disputa e solicitou apoio dos eleitores na votação que se aproxima. O candidato destacou que possui “ficha limpa” e combate a corrupção, que ele descreveu como “o grande câncer do Brasil”.
Pressão interna e cenário eleitoral
A manifestação de Zema ocorre após correligionários intensificarem a pressão para a retirada de sua candidatura. Integrantes do Novo argumentam que uma possível desistência poderia beneficiar Flávio Bolsonaro, concentrando mais votos no candidato do PL já no primeiro turno. Flávio Bolsonaro, por sua vez, tem defendido o voto útil na reta final da campanha, visando atrair eleitores de outros candidatos e aumentar sua votação diante do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
A pressão sobre Zema é notável, especialmente na ala bolsonarista do Novo, com forte presença em estados da região Sul. Contudo, outra parte do partido defende a manutenção da candidatura própria, considerando a presença de Zema na disputa presidencial crucial para a exposição do partido e suas propostas durante a campanha eleitoral.
Desempenho nas pesquisas e implicações para o partido
A pressão interna também está ligada ao baixo desempenho de Zema nas pesquisas de intenção de voto. Em um levantamento recente da Quaest, o candidato do Novo registrou 1% das intenções de voto e uma rejeição de 45%. Zema tem apresentado percentuais baixos na disputa presidencial, inclusive em Minas Gerais, estado que governou por dois mandatos.
Além da disputa pelo Palácio do Planalto, a manutenção da candidatura de Zema tem implicações para a estratégia eleitoral do Novo nas eleições legislativas. Dirigentes que apoiam a candidatura própria avaliam que a visibilidade nacional do governador pode impulsionar a votação dos candidatos do partido à Câmara dos Deputados. O partido busca fortalecer sua representação parlamentar para superar a cláusula de desempenho, mecanismo que regula o acesso a recursos do Fundo Partidário e ao tempo de propaganda em rádio e televisão, e que o Novo não atingiu nas eleições de 2022.






Comentários
Seja o primeiro a comentar.