A pesquisa BTG/Nexus divulgada nesta segunda-feira (28) indica um aumento na consolidação do voto entre os eleitores brasileiros. O levantamento aponta que 87% dos entrevistados declaram não ter intenção de mudar sua escolha de candidato na reta final da campanha. Esse percentual representa um crescimento em relação à rodada anterior, de 21 de setembro, quando 84% já se mostravam decididos. A parcela de eleitores que considera a possibilidade de alterar o voto diminuiu para 12%.

A estabilidade na decisão é ainda mais evidente entre os eleitores dos principais concorrentes. Entre os apoiadores do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), 92% afirmam que sua escolha é definitiva. Já entre os eleitores do senador Flávio Bolsonaro (PL), o índice de voto consolidado atinge 91%. Apenas 7% dos eleitores de Lula e 8% dos de Flávio admitem que ainda podem rever sua decisão de voto.

Cenário entre outros candidatos

A situação é diferente para os candidatos que aparecem com menores percentuais de intenção de voto. Entre os eleitores de Renan Santos, 76% consideram sua decisão final, enquanto 24% ainda admitem uma possível mudança. Para o escritor Augusto Cury, 65% dos eleitores estão decididos, mas 34% ainda podem alterar o voto. Já Ronaldo Caiado registra 58% de voto consolidado, com 39% de eleitores que se mostram abertos a mudar de opinião.

A cristalização das preferências eleitorais tem sido uma tendência observada ao longo da campanha. Em 30 de março, 69% dos eleitores que já haviam escolhido um candidato declaravam que não mudariam de voto. Esse percentual subiu para 80% em agosto, ultrapassou os 80% em setembro e alcançou os atuais 87%.

Intenções de voto e metodologia

No cenário estimulado de primeiro turno, a pesquisa mostra Luiz Inácio Lula da Silva com 42% das intenções de voto, e Flávio Bolsonaro com 37%. Augusto Cury e Ronaldo Caiado registram 5% cada, Renan Santos soma 4%, e Romeu Zema aparece com 1%. Votos brancos e nulos representam 3%, e 2% dos entrevistados não souberam responder. Na rodada anterior, Lula tinha 40% e Flávio Bolsonaro, 37%.

A pesquisa BTG/Nexus ouviu 2 mil eleitores por telefone, entre os dias 25 e 27 de setembro. A margem de erro do levantamento é de dois pontos percentuais, com um nível de confiança de 95%.