Neste domingo (25 de outubro), muitos brasileiros enfrentam dúvidas sobre como os votos brancos e nulos funcionam nas eleições. Embora tenham procedimentos distintos nas urnas eletrônicas, ambos chegam ao mesmo resultado: são totalmente descartados na apuração. Isso porque a Justiça Eleitoral contabiliza apenas os votos válidos, aqueles destinados a candidatos ou partidos devidamente registrados.

A principal diferença está em como o eleitor expressa sua vontade de não escolher nenhuma candidatura. O voto em branco é feito de forma direta no sistema eletrônico: o cidadão pressiona a tecla "Branco" no painel da urna e, em seguida, aperta a tecla verde para confirmar.

O voto nulo acontece quando o eleitor digita um número que não pertence a nenhum candidato ou partido e, mesmo vendo o aviso de erro na tela, confirma a escolha. Historicamente, essa prática rendeu curiosidades na política brasileira, como os milhares de votos dados ao rinoceronte Cacareco, em São Paulo, e ao macaco Tião, no Rio de Janeiro, cujas cédulas foram naturalmente invalidadas.

Apesar de não interferirem na definição matemática de quem vencerá o pleito, esses votos possuem um papel importante na análise do cenário político. Não sendo transferidos para nenhum candidato, os votos brancos e nulos funcionam como um termômetro democrático, mostrando o tamanho da parcela do eleitorado que optou por rejeitar todas as opções disponíveis nas urnas.