Novas informações sobre a conduta de Flávio Bolsonaro vieram à tona nesta quinta-feira (24), coincidindo com a divulgação da menor taxa histórica de desemprego no Brasil, que atingiu 5,3% no período de junho a agosto, com 103,5 milhões de pessoas empregadas.

As revelações são provenientes de documentos, mensagens e fotos guardados pelo empresário Alexandre Santini. Santini e Flávio Bolsonaro mantinham sociedade em uma loja de chocolates da marca Koppenhagen no Rio de Janeiro. Investigações policiais anteriores já haviam apontado fortes suspeitas de lavagem de dinheiro nesse empreendimento.

Vantagens e presentes

Santini teria reunido os arquivos por suspeitar de ter sido lesado em R$ 1,47 milhão por Flávio Bolsonaro na sociedade. O conteúdo desses documentos e mensagens sugere que Flávio Bolsonaro teria explorado sua posição política para obter benefícios pessoais.

Entre os itens listados nos arquivos de Santini, estão presentes recebidos de Alan Belaciano, advogado, como um relógio Rolex avaliado em R$ 305 mil, equipamentos de ginástica estimados em R$ 90 mil, uma TV de 75 polegadas com preço de mercado atual de R$ 19 mil, o pagamento de uma reforma em imóvel e a quitação de mensalidades em uma academia.

A contrapartida, conforme os registros, seria o acesso de Belaciano a autoridades, como o ministro Kássio Nunes Marques, para encaminhamento de seus casos jurídicos. Flávio Bolsonaro, durante a campanha, negou fatos semelhantes, como uma relação financeira com Daniel Vorcaro, do banco Master, para depois admitir a situação e apresentar justificativas.