Em decisão inédita, o ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal, determinou neste domingo, 25 de outubro, a prorrogação da votação até as 19h. A determinação foi resultado de denúncias de falta de transporte público que impediam eleitores de chegar às urnas em Salvador e São Paulo. A implementação da decisão, porém, causou confusão porque algumas seções eleitorais já tinham sido encerradas quando o despacho foi divulgado.
Problemas em Salvador e São Paulo
Tudo começou quando denúncias sobre a falta de ônibus em Salvador levaram o caso ao Tribunal Regional Eleitoral da Bahia. O Procon do estado identificou 370 ônibus parados em garagens de empresas de transporte público. O TRE determinou a prisão em flagrante do secretário de Mobilidade Urbana de Salvador, Pablo Souza, e ordenou a mobilização da frota completa para a votação.
Horas depois, a campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, representada pela coligação "Brasil pronto pra mais", denunciou problemas semelhantes em São Paulo. As empresas de transporte operavam com apenas 60% da frota na capital paulista. A campanha pediu ao Tribunal Superior Eleitoral a prisão do secretário Municipal de Mobilidade Urbana e Transporte, Celso Jorge Caldeira.
Resposta do Supremo
Sem aguardar resposta do presidente do TSE, a coligação de Lula recorreu diretamente ao Supremo Tribunal Federal, inicialmente pedindo a prorrogação da votação apenas na Bahia. Após relatar a situação também em São Paulo, expandiu o pedido para todo o País. A campanha de Flávio Bolsonaro também acionou o TSE solicitando a extensão do horário de votação por duas horas em São Paulo, Paraná e Santa Catarina.
O ministro Cristiano Zanin respondeu com a decisão de prorrogar a votação até as 19h. O presidente do TSE comunicou a determinação a todos os tribunais regionais eleitorais. Porém, Zanin complementou sua decisão permitindo que seções que já tivessem encerrado às 17h pudessem finalizar a votação normalmente, causando dúvidas sobre a aplicação uniforme da regra em todo o País.






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