O Ministério das Relações Exteriores da Turquia criticou o governo de Israel neste domingo (27), alegando que ações no complexo da Mesquita de Al-Aqsa, em Jerusalém Oriental, estão aumentando a tensão regional. A declaração turca veio após a entrada de grupos israelenses no local, que, segundo Ancara, ocorreu com o amparo de forças de segurança israelenses. A Turquia solicitou uma manifestação da comunidade internacional.
Cerca de 1.500 colonos israelenses teriam acessado o complexo e conduzido rituais religiosos, protegidos pela polícia. O ministério turco também apontou para um endurecimento das restrições de acesso para fiéis palestinos. A Turquia condenou veementemente a incursão, atribuindo ao governo do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu a intenção de intensificar o conflito.
Acusações e contexto histórico
“O governo Netanyahu busca intensificar ainda mais as tensões na região e prejudicar os esforços pela paz e pela estabilidade por meio de violações e provocações dirigidas a locais sagrados muçulmanos”, afirmou o ministério turco. Ancara reiterou o pedido para que outros países ajam para coibir práticas que, em sua visão, desrespeitam o status histórico e legal de Al-Aqsa, embora não tenha especificado quais medidas deveriam ser tomadas.
As movimentações coincidem com um período de feriados judaicos, o que historicamente resulta em um aumento de visitas de grupos israelenses ao complexo. Este calendário inclui Sucot, que se estende até 2 de outubro, e Simchat Torá, em 3 de outubro.
A Mesquita de Al-Aqsa está situada em Jerusalém Oriental, território que Israel ocupa desde 1967. Os palestinos reivindicam essa parte da cidade como capital de um futuro Estado e criticam as ações israelenses, que, segundo eles, alteram o caráter histórico e demográfico da região.






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