O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a divulgar um vídeo sobre a operação militar que capturou o presidente venezuelano Nicolás Maduro. A montagem tem o objetivo de mostrar a capacidade de Washington de fazer valer suas decisões por meio da força. O material, que combina cenas do ataque e declarações de autoridades americanas, foi publicado na conta oficial de Trump em uma rede social.

A sequência do vídeo foi escolhida para transmitir uma mensagem política clara: demonstração de força militar, a captura de um chefe de Estado e uma advertência a quem ousar desafiar o governo americano. A gravação começa com falas de Maduro desafiando os Estados Unidos antes da operação, com frases como “Venham me buscar” e “Estou aqui esperando por vocês, covardes”.

A mensagem do secretário de Estado

Depois das declarações de Maduro, o vídeo mostra cenas noturnas do ataque militar a Caracas e trechos com integrantes do governo americano, até chegar à fala do secretário de Estado, Marco Rubio. A mensagem central da montagem está nas palavras de Rubio: “Este não é um presidente que apenas fala, envia cartas e dá entrevistas coletivas. Se ele diz que leva algo a sério, é porque está falando sério. Não brinquem. Não desafiem este presidente, porque isso não vai acabar bem”. Rubio não cita um país ou governante como alvo direto da advertência.

Ao juntar o desafio de Maduro, as imagens da ação militar e a ameaça de Rubio, o vídeo transforma a captura do presidente venezuelano em vitrine da política externa de Trump. A publicação reforça a percepção de que a Casa Branca está disposta a usar a força para atingir seus objetivos.

O que aconteceu em 3 de janeiro

Na madrugada de 3 de janeiro de 2026, forças especiais americanas atacaram Caracas e capturaram Maduro e sua esposa, Cilia Flores. Os dois foram levados para Nova York, onde respondem na Justiça federal a acusações de narcoterrorismo, conspiração para importar cocaína e crimes com armas. Na primeira audiência, em 5 de janeiro, ambos se declararam inocentes. A operação provocou um debate internacional sobre a legalidade do uso da força americana em território venezuelano. Depois da captura, Trump declarou que os Estados Unidos assumiriam temporariamente o comando do país e explorariam suas reservas de petróleo.

Reafirmação na ONU

Trump também reivindicou a operação em seu discurso na Assembleia Geral da ONU, na terça-feira anterior à publicação do vídeo. Na ocasião, descreveu a incursão em Caracas como algo feito “sob minha direção” e afirmou que Washington passou a colaborar com as autoridades venezuelanas. O relato diante de outros chefes de Estado e a republicação do vídeo, dias depois, apresentam o episódio como um triunfo de seu governo.