A restrição à circulação em Guayas, Manabí, Los Ríos e El Oro, no Equador, chegou ao fim às 5h desta quarta-feira (30), após ter sido implementada em 17 de setembro. Apesar do encerramento do toque de recolher, o estado de exceção, que suspende direitos em oito províncias e três municípios, segue em vigor.
A ministra do Governo, Nataly Morillo, informou na terça-feira (29) que o Executivo analisará os resultados das operações antes de decidir sobre uma possível extensão da restrição de mobilidade. O governo decretou o estado de exceção em 15 de setembro, com validade de 60 dias. A medida abrange El Oro, Esmeraldas, Guayas, Los Ríos, Manabí, Santa Elena, Santo Domingo de los Tsáchilas e Pichincha, onde está localizada a capital, Quito. Além disso, os municípios de Camilo Ponce Enríquez (Azuay), Las Naves (Bolívar) e La Maná (Cotopaxi) também estão sob o regime excepcional. Nessas áreas, o decreto mantém suspensos os direitos à inviolabilidade do domicílio e da correspondência.
Operações policiais resultam em mais de 2,5 mil prisões
O Bloco de Segurança, composto por militares e policiais, comunicou a prisão de 2.561 pessoas entre 17 e 29 de setembro. Desse total, 695 detenções ocorreram por descumprimento do toque de recolher, enquanto 1.866 prisões foram por outros crimes. Durante o período, as forças de segurança realizaram 1.310 operações, montaram mais de mil postos de controle e executaram 29 incursões. As autoridades também anunciaram a captura de três indivíduos que estavam na lista dos mais procurados. O relatório ainda registra a morte de uma pessoa durante uma operação, mas sem detalhar as circunstâncias.
Nas ações, militares e policiais apreenderam 8,1 toneladas de drogas, 456 armas brancas e de fogo, 12.819 cartuchos de munição e 40 explosivos. O balanço inclui ainda a apreensão de US$ 39 mil em dinheiro.
Estado de exceção como parte do combate ao crime
As restrições fazem parte das medidas extraordinárias adotadas pelo governo equatoriano para combater organizações criminosas. Desde janeiro de 2024, o país vive sob uma declaração de “conflito armado interno”, decretada pelo presidente Daniel Noboa, que passou a considerar grupos criminosos como organizações terroristas. O estado de exceção e o toque de recolher integram esse contexto, mas possuem prazos e alcances distintos. O fim da restrição de circulação nas quatro províncias não encerra as demais medidas do decreto de setembro.
Apesar das ações extraordinárias implementadas nos últimos anos, os dados oficiais apontam 5.676 homicídios no Equador entre janeiro e agosto de 2026.






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