A médica e apresentadora Thelma Assis, conhecida como Thelminha, é madrinha da NoHarm, uma organização de Porto Alegre que utiliza inteligência artificial para analisar prontuários e prescrições médicas. A iniciativa busca identificar riscos e prevenir erros em tratamentos.
A NoHarm é finalista da 22ª edição do Prêmio Empreendedor Social, promovido pela Folha em parceria com a Fundação Schwab, que reconhece lideranças de impacto socioambiental no país. Em 2025, a ferramenta da NoHarm.ai analisou 159 milhões de prescrições médicas em 182 unidades de saúde por todo o Brasil.
A médica destaca a capacidade da tecnologia de identificar problemas antes que o medicamento chegue ao paciente. “Ela analisa cada prescrição médica em tempo real e identifica riscos antes do remédio chegar ao paciente. Então consegue identificar um erro de dosagem, uma interação perigosa entre os medicamentos, alergia, tudo isso em segundos”, explica Thelminha em vídeo de apadrinhamento.
Segundo a apresentadora, duas Santas Casas que utilizaram a ferramenta registraram uma economia de R$ 3 milhões. “Dinheiro que pode virar mais cuidado para quem mais precisa. É tecnologia salvando vidas”, complementa Thelminha.
Thelminha publicou um vídeo em redes sociais incentivando doações para a NoHarm por meio da plataforma MobilizAção. A iniciativa que arrecadar o maior volume de recursos até 11 de novembro será premiada na cerimônia do Empreendedor Social, em 16 de novembro, na Sala São Paulo.
Para cada R$ 1 doado, a Ambev fará uma doação adicional de R$ 1, com limite de R$ 30 mil. A empresa também distribuirá outros R$ 30 mil entre as finalistas que mobilizarem o maior número de doadores.
Outros finalistas
Além da NoHarm, são finalistas na categoria Inovadores Sociais do Ano a Rede Conexão Povos da Floresta, que leva internet a mais de 2.300 comunidades da Amazônia Legal, e a NaPorta, que realiza entregas em favelas, periferias e áreas rurais e criou o CEP Digital.
Na categoria Soluções que Inspiram, concorrem o Fogo Cruzado, que mapeia e divulga dados sobre violência armada no país; a Social Brasilis, que oferece letramento digital a populações vulneráveis; e a Casa Hunter, que reduz a jornada do diagnóstico para pessoas com doenças raras.







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