As fortes chuvas que atingem o Rio Grande do Sul deixaram ao menos quatro mortos e uma mulher desaparecida até a manhã desta terça-feira (22). Os casos mais graves foram registrados em Caxias do Sul, Flores da Cunha e Pelotas, enquanto rios seguem em elevação em diferentes regiões do estado.
Em Caxias do Sul, na Serra Gaúcha, o corpo de Édson Luís da Silva, de 46 anos, foi localizado pelo Corpo de Bombeiros Militar por volta das 9h30. Ele havia sido levado pela correnteza enquanto tentava desobstruir uma tubulação, e o corpo foi encontrado cerca de 300 metros para dentro de uma galeria pluvial.
Em Flores da Cunha, também na Serra Gaúcha, os irmãos Joziane da Silva Rodrigues, de 13 anos, e Juliano Nunes da Silva, de 3 anos, morreram depois que o carro em que estavam foi arrastado pela correnteza. A mãe das crianças, Eliane Nunes da Silva, de 43 anos, segue desaparecida. O companheiro dela, que também estava no veículo, conseguiu escapar.
rios acima da cota de inundação
A quarta morte foi registrada em Pelotas, onde um homem de 70 anos morreu após ser atingido por fios que caíram na rua durante o temporal. Além das mortes, o avanço da água mantém cidades do estado em alerta.
Em Lajeado, no Vale do Taquari, o Rio Taquari ultrapassou a cota de inundação e chegou a 24 metros às 8h desta terça-feira. O plano de contingência foi acionado na segunda-feira (21), quando o nível se aproximou dos 19 metros, e 246 pessoas estavam acolhidas no Parque do Imigrante, abrigo oficial do município.
O Rio Caí também continua acima da cota de inundação em São Sebastião do Caí e Montenegro. Em São Sebastião do Caí, 193 pessoas estavam fora de casa, dois abrigos foram preparados e, às 6h, o rio marcava 14,16 metros. Desde a noite de segunda-feira, os Bombeiros Voluntários haviam resgatado 12 pessoas e cinco animais.
Segundo a Defesa Civil estadual, 119 municípios já haviam informado algum tipo de dano até o fim da tarde de segunda-feira. A coordenadora de comunicação da Defesa Civil, tenente Sabrina Ribas, afirmou que parte das ocorrências está ligada aos ventos fortes. “A maioria desses danos são em decorrência de vendavais. Das chuvas intensas, há questão de alagamentos pontuais, tivemos elevação de arroios e de pequenos córregos”, disse.






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