A Suprema Corte dos Estados Unidos concedeu autorização temporária para que as autoridades do país retomem a deportação de migrantes para terceiros países. A decisão foi analisada nesta terça-feira e suspende restrições impostas anteriormente por um tribunal federal de Massachusetts.

Na semana passada, o procurador-geral dos EUA, Todd Blanche, havia anunciado que o Departamento de Justiça apelaria à Suprema Corte, após um juiz federal de Massachusetts proibir, provisoriamente, o envio de imigrantes irregulares para países diferentes de suas nações de origem. A Suprema Corte acolheu o pedido de suspensão apresentado, permitindo que a política de deportação acelerada do governo Trump volte a vigorar enquanto o mérito da questão é analisado.

Reação e futuro da política migratória

A decisão da Suprema Corte suspende a ordem e a sentença de 25 de fevereiro de 2026 do Tribunal Distrital dos Estados Unidos para o Distrito de Massachusetts. O tribunal máximo do país também informou que realizará, em dezembro, uma sessão de sustentação oral para discutir a legalidade da política governamental que prevê a deportação acelerada de migrantes para terceiros países.

As três juízas liberais da Corte – Sonia Sotomayor, Elena Kagan e Ketanji Jackson – manifestaram oposição à decisão. James Percival, conselheiro-geral do Departamento de Segurança Interna (DHS), celebrou a decisão como uma “vitória” para o órgão e um “dia ruim para imigrantes ilegais criminosos”, incentivando a “autodeportação voluntária” através de um aplicativo do DHS que oferece retorno e incentivo financeiro.

Donald Trump, desde que assumiu a presidência em janeiro de 2025, prometeu conter a imigração ilegal e iniciar deportações em massa, declarando estado de emergência para enfrentar a crise na fronteira dos Estados Unidos.