O megainvestidor Luis Stuhlberger disse, em evento realizado em São Paulo, que o senador Flávio Bolsonaro é “um cara fraco”, não tem “punch” e não apresenta um projeto de governo. As declarações foram feitas nesta semana.
Conhecido como Rei da Faria Lima, Stuhlberger afirmou que, para “consertar o Brasil”, seria necessário “alguém muito forte, com moral”. Ele também pediu cautela aos agentes econômicos diante do que chamou de “excesso de otimismo”.
Visão sobre a disputa presidencial
Na avaliação do gestor, Flávio Bolsonaro ganhou competitividade e deve vencer o presidente Luiz Inácio Lula da Silva na eleição deste ano para o Palácio do Planalto. Mesmo assim, ele vê a disputa como apertada, com 50% de probabilidade para cada lado.
Stuhlberger, que apoiou Jair Bolsonaro em 2018 e disse ter se arrependido, e Simone Tebet em 2022, afirmou ainda que a saída de Lula já representaria um alívio por reduzir a expansão de gastos do governo. Segundo ele, isso também seria positivo para o capital estrangeiro.
Críticas, elogios e leitura do mercado
O gestor também elogiou Daniela Marques, assessora econômica de Flávio Bolsonaro, a quem chamou de “uma pessoa excelente”. Ao mesmo tempo, avaliou que o mercado pode estar reagindo com otimismo exagerado ao cenário político.
Stuhlberger foi o primeiro a descartar um “rali Tarcísio” já em 2025 e também criou o conceito de “risco banana republic” na eleição anterior, ao se referir à possibilidade de uma disputa apertada terminar em tentativa de golpe e crise institucional.
O texto ainda cita que aliados de Lula veem como improvável o anúncio antecipado do ministro da Fazenda para um quarto mandato em uma reunião com investidores e empresários prevista para os próximos dias. Interlocutores do presidente também dizem que ele gosta de Luiz Carlos Trabuco, embora tenha se irritado com a presença do executivo em um encontro com o senador Bolsonaro.
Além disso, Flávio Bolsonaro é apontado como o único presidenciável com ligação direta com Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master, e defende um ajuste fiscal de 1,5% do PIB, abaixo dos 2% prometidos pela campanha de Lula.






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