A deputada estadual Marina do MST (PT-RJ), candidata à reeleição, foi entrevistada no programa Conversas com Hildegard Angel, da TV 247. Na ocasião, a parlamentar fez um balanço de seu primeiro mandato, ressaltando o papel da bancada popular no enfrentamento à extrema-direita e detalhando sua ligação com a agroecologia e a produção de alimentos saudáveis. Com origem na agricultura familiar, Marina do MST explicou a frase: “Sou do anticorpos ao veneno, sou da agroecologia”, metaforizando o veneno como o ódio social e o autoritarismo na política, e a agroecologia como a cura para alimentar o povo com dignidade.
Combate à fome e projetos aprovados
Mesmo em um cenário político desafiador, Marina do MST afirmou que seu mandato serviu como reflexo das lutas comunitárias do campo, das periferias, das mulheres e da juventude. Ela destacou a aprovação de 28 projetos de lei em três anos e meio, focados na erradicação da fome e no incentivo à agricultura familiar, quilombola, indígena e pesqueira, além da promoção de hortas urbanas. A deputada também mencionou articulações que resultaram na regularização do assentamento Campo Alegre, em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense.
Um dos pontos emocionantes da entrevista foi o relato sobre a conquista e o tombamento do parque industrial da antiga Usina Cambaíba, em Campos dos Goytacazes. O local, historicamente associado à ditadura militar, com confissões de uso de seus fornos para incinerar corpos de presos políticos, hoje abriga o Assentamento Cícero Guedes. Marina do MST enfatizou que ali, onde houve tragédia, agora 185 famílias produzem alimentos, constroem moradias e escolas, caracterizando uma reparação histórica para a democracia brasileira.
Aliança com Lula e enfrentamento à extrema-direita
Questionada sobre o panorama eleitoral, Marina do MST reafirmou a centralidade da reeleição do presidente Lula e a defesa da soberania nacional, qualificando-o como líder global no combate à desigualdade e na promoção da paz. Sobre a disputa nas ruas, a candidata expressou confiança na consciência popular e minimizou temores de bloqueios territoriais. Ela apontou a desinformação, disseminada nas redes sociais pela extrema-direita, como a principal preocupação na reta final do pleito.
Para os próximos quatro anos, Marina do MST estabeleceu como prioridades o aprofundamento do combate ao fascismo no parlamento fluminense, a expansão da justiça climática para mitigar desastres socioambientais em favelas e periferias, e a garantia de alimentação e água de qualidade para todas as famílias do estado do Rio de Janeiro.






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