Olívio Beltrão, sócio do cantor Rick, disse que havia sido convidado para embarcar no helicóptero que caiu em Santa Catarina, mas decidiu fazer o trajeto de carro até São Joaquim. O acidente ocorreu na segunda-feira (21) e matou todas as cinco pessoas a bordo.
Em entrevista à TV Record, dada antes da localização dos destroços, ele afirmou que estava na cidade quando o grupo decolou e que perdeu contato com Rick depois do meio-dia. “Eu estava em São Joaquim quando eles embarcaram. Eu subi de carro, de Palhoça (SC). A partir de meio-dia, eu não tinha mais contato [com Rick]”, disse.
Último contato foi por volta das 10h
Segundo Beltrão, a última conversa entre os dois aconteceu por volta das 10h. O cantor queria informações sobre o tempo na região de destino. “Mostrei o tempo para ele. O piloto estava do lado”, relatou o empresário.
O helicóptero saiu de Porto Belo com destino a São Joaquim. Além de Rick, estavam na aeronave o empresário Bruno Avelar, o videomaker Paulo Soares, o piloto Antônio e o copiloto Leopoldo. Nenhum dos ocupantes sobreviveu.
Investigação e buscas em área de difícil acesso
A Polícia Civil de Santa Catarina abriu inquérito para apurar as circunstâncias da queda e verificar se houve alguma conduta humana que tenha contribuído para o acidente. A apuração será feita em paralelo ao trabalho técnico do Cenipa, ligado à Força Aérea Brasileira.
Os destroços foram encontrados em uma área montanhosa e de difícil acesso na região de Santa Bárbara. Segundo o Corpo de Bombeiros Militar de Santa Catarina, as equipes precisaram caminhar cerca de três horas após o último ponto alcançado pelos veículos de resgate. Na hora do desaparecimento, a região estava sob alerta de “grande perigo” do Inmet, com previsão de tempestades, chuva acima de 100 milímetros por dia, ventos acima de 100 km/h e possibilidade de granizo.
A operação de buscas envolveu cerca de 20 bombeiros, veículos 4x4, cães, drones com câmera térmica, a aeronave Arcanjo 03 e meios da Força Aérea Brasileira. O Centro de Coordenação de Salvamento Aeronáutico de Curitiba ficou responsável pela coordenação das buscas aéreas.






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