A Venezuela, representada pela presidenta encarregada Delcy Rodríguez na 81ª Assembleia Geral das Nações Unidas, em Nova York, reafirmou sua soberania energética e diplomática. Segundo o analista geopolítico e especialista em energia Miguel Jaimes, essa postura é resultado de um processo de transformação democrática, econômica e institucional pelo qual o país vem passando. O retorno da Venezuela a esse fórum multilateral foi valorizado, especialmente pelos consensos estratégicos alcançados na área de hidrocarbonetos.
Acordos e reconfiguração política
Jaimes destacou a assinatura de mais de 60 acordos e memorandos de entendimento com diversas nações, com particular ênfase nas alianças estabelecidas com os Estados Unidos. Essas negociações ocorreram após a reconfiguração política e a abertura do setor petrolífero venezuelano. O analista enfatizou a importância da Venezuela no cenário energético global, afirmando que o país é a “casa do petróleo” e seu reconhecimento na estabilidade desse mercado é vasto, transparente e necessário para o mundo.
A segurança jurídica para investidores, tanto nacionais quanto internacionais, está sendo garantida por um processo de reforma judicial, conforme apresentado por Rodríguez. Essa iniciativa se insere em uma mudança diplomática bilateral que possibilitou a retomada do entendimento institucional entre Venezuela e Estados Unidos, após mais de uma década de distanciamento.
Relações com os Estados Unidos
Miguel Jaimes ressaltou a importância histórica da parceria comercial com os Estados Unidos, que se estende por mais de um século. Ele explicou que o desenvolvimento contínuo da Venezuela como potência energética, dentro de suas leis e Constituição Nacional, e os acordos expressos pelos seus governantes, têm gerado investimentos, lucros e reconhecimento para o país.
O especialista acrescentou que o Estado venezuelano manteve uma postura diplomática firme em uma “agenda interminável” de negociações para alcançar o atual ponto de equilíbrio. Apesar de alertas anteriores da Venezuela sobre esses aspectos, os Estados Unidos hoje reconhecem a necessidade de retomar o diálogo à mesa, com respeito, clareza, posições firmes e princípios, o que, de acordo com Jaimes, está ocorrendo atualmente.






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