Uma análise política aponta que a sobrevivência da chamada velha direita brasileira está condicionada à vitória de Lula nas próximas eleições. Segundo a projeção, candidatos como Ronaldo Caiado, Romeu Zema, Renan Santos e Augusto Cury só se manteriam como potenciais nomes ao Planalto em disputas futuras se Flávio Bolsonaro for derrotado. Caso o contrário ocorra, esses representantes da direita tradicional seriam absorvidos e humilhados pelo bolsonarismo.
Cenário de derrota para Lula
Se Flávio Bolsonaro vencer, a velha direita pode desaparecer como força relevante no cenário nacional. A situação tende a piorar caso parte do eleitorado desses candidatos migre para Flávio já no primeiro turno, o que anteciparia a inviabilização desses nomes. Tarcísio de Freitas e Michelle Bolsonaro, apesar de não fazerem parte do núcleo duro da família, também seriam reduzidos a coadjuvantes sem protagonismo futuro.
O texto projeta que todos os que não estão no núcleo do bolsonarismo raiz seriam perdedores nesse cenário. A direita que foi engolida pelo movimento desde 2018 passaria a viver apenas do vampirismo das emendas parlamentares, como apêndice do poder, sem ambições presidenciais.
A dependência da direita
Diferente dos donos de partidos do Centrão, como Ciro Nogueira, Valdemar Costa Neto, Antonio Rueda e Gilberto Kassab, que se adaptam a qualquer governo, Caiado, Zema, Cury e até Renan Santos têm aspirações maiores. Pesquisas indicam que eles seriam competitivos contra Lula em um segundo turno, mas só existem como opção viável se Flávio estiver fora do jogo.
Por isso, a conclusão é que a velha direita depende tanto da vitória de Lula quanto as facções da extrema-direita que não integram o núcleo familiar. O eleitor desses candidatos que transferir votos a Flávio no primeiro turno estaria decretando a morte das alternativas conservadoras e submetendo o antigo conservadorismo ao controle absoluto do bolsonarismo.






Comentários
Seja o primeiro a comentar.