O consumo excessivo de álcool pode prejudicar o fígado, mas os sintomas nem sempre são evidentes nas fases iniciais. O gastroenterologista Neeraj Dhamija, do Hospital Sir Ganga Ram, alertou para sinais como cansaço, alterações na pele, dor abdominal e mudanças na urina, que podem indicar problemas no funcionamento do órgão.

O fígado é vital para metabolizar o álcool e eliminar toxinas. Contudo, a exposição frequente ou intensa a bebidas alcoólicas pode causar inflamação e danos progressivos às células hepáticas. Em muitos casos, essas alterações se desenvolvem sem sintomas óbvios, e a doença pode estar avançada quando os primeiros sinais aparecem.

Um sinal conhecido de problemas hepáticos é a icterícia, que causa coloração amarelada na pele e nos olhos. Isso ocorre devido ao acúmulo de bilirrubina. Dhamija destacou que “a icterícia é um dos sinais mais reconhecíveis de disfunção hepática”. Outros sintomas incluem dor na parte superior direita do abdômen, náuseas, vômitos e perda de apetite, que podem indicar inflamação hepática.

Sintomas que pedem atenção médica

A fadiga persistente, mesmo após descanso, pode ser um alerta, pois um fígado comprometido tem dificuldade em desempenhar suas funções. Alterações na cor da urina (mais escura) e das fezes (claras ou esbranquiçadas) também podem indicar problemas. O surgimento de manchas roxas e sangramentos frequentes, como nas gengivas ou no nariz, merece investigação, já que o fígado produz proteínas essenciais para a coagulação.

Em casos graves, a encefalopatia hepática pode causar confusão mental, sonolência excessiva e dificuldades de concentração. Isso acontece quando o fígado não consegue eliminar substâncias nocivas, que afetam o cérebro. Esses sinais exigem atendimento médico imediato.

Para proteger o fígado, a principal medida é evitar o consumo de álcool, pois não há quantidade segura. Quem bebe regularmente ou apresenta sintomas suspeitos deve procurar avaliação médica, incluindo exames de sangue e imagem. O fígado pode ser silenciosamente afetado, e a ausência de sintomas não garante sua saúde.