247 – A Shell assinou um acordo para adquirir 50% do bloco exploratório Tupinambá, atualmente controlado integralmente pela BP no pré-sal da Bacia de Santos. A BP continuará como operadora do ativo depois da conclusão da transação, que dependerá de aprovações regulatórias e do cumprimento de condições precedentes. Os valores negociados não foram divulgados, segundo o comunicado da Shell.

Estudos da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), citados pelo portal Brazil Stock Guide, estimam em 4,2 bilhões de barris o volume médio não arriscado de óleo originalmente existente no bloco, indicador conhecido pela sigla VOIP. Esse cálculo não equivale a reservas comprovadas nem determina quanto petróleo poderá ser recuperado comercialmente.

Tupinambá ainda está na fase exploratória e não produz petróleo. A área fica a aproximadamente 400 quilômetros da costa brasileira, em águas com cerca de 2.300 metros de profundidade.

O acordo amplia a presença da Shell no pré-sal e cria uma nova parceria entre as duas empresas nas atividades de exploração e produção no Brasil. A BP, por sua vez, dividirá a participação econômica no projeto, mas preservará o comando operacional.

“Esta é uma excelente oportunidade de crescimento para a Shell no país”, afirmou o presidente da Shell Brasil, João Santos Rosa.

“O acordo não apenas fortalece nossa posição na Bacia de Santos, como também estabelece uma nova parceria com a bp em nosso negócio de Exploração e Produção no Brasil, em linha com a nossa ambição de gerar valor no longo prazo a partir de recursos energéticos competitivos”, acrescentou.

A entrada da Shell não significa que Tupinambá se tornará um campo produtor. A eventual exploração comercial dependerá dos resultados de futuras perfurações, da confirmação de uma acumulação economicamente viável e das decisões de investimento das empresas.

Peso da Bacia de Santos na produção brasileira

A Bacia de Santos produziu aproximadamente 3,57 milhões de barris de petróleo por dia em julho de 2026, volume equivalente a cerca de 79% da produção nacional no período. O Brasil extraiu 4,498 milhões de barris diários no mês, conforme o boletim da ANP.

As participações da Shell nos projetos em produção no país corresponderam a cerca de 394,9 mil barris de petróleo por dia em julho. Considerados também os volumes de gás natural, a parcela da companhia alcançou aproximadamente 540,5 mil barris de óleo equivalente por dia, segundo os dados da agência reguladora.