O Serviço Geológico do Brasil (SGB) está em busca de novas colaborações com grandes empresas, incluindo a Vale e a Petrobras, com o objetivo de intensificar o mapeamento geológico para a identificação de minerais considerados críticos e estratégicos. Esta iniciativa faz parte dos planos do SGB para expandir suas pesquisas nos próximos quatro anos.
A busca por financiamento de entidades públicas e privadas foi discutida durante a apresentação do novo Plano Decenal de Geofísica (PlanGeo) e no lançamento de uma consulta pública sobre o tema. Valdir Silveira, diretor de Geologia e Recursos Minerais do SGB, afirmou que a instituição tem capacidade para iniciar os levantamentos assim que houver recursos disponíveis. Segundo ele, o SGB prevê aplicar R$ 300 milhões do Orçamento da União em 2027, com a possibilidade de o montante para as pesquisas atingir R$ 1,2 bilhão até 2030.
Parcerias e Acesso a Dados
A prioridade para os próximos quatro anos é a localização de reservas de minerais considerados críticos e estratégicos. Além de buscar mais financiamento, o SGB está avaliando modelos que permitam às empresas parceiras acesso exclusivo aos resultados das pesquisas por um tempo determinado. O presidente do SGB, Vilmar Simões, informou que esse período pode variar de seis meses a mais de um ano, dependendo da relevância estratégica das informações geradas, com os dados sendo posteriormente divulgados ao público.
A estrutura jurídica e institucional dessas parcerias ainda está em fase de estudo. Anderson Arruda, da Secretaria Nacional de Geologia e Mineração do Ministério de Minas e Energia (MME), revelou que o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) contratou um levantamento sobre modelos internacionais. A Fundação Getulio Vargas (FGV) ficou encarregada de compilar essas experiências e propor alternativas para o Brasil. Arruda destacou que o estudo da FGV será fundamental para criar propostas que podem se tornar normas internas, decretos ou até leis, consolidando as parcerias entre o setor privado e o SGB, sempre com foco no interesse nacional.






Comentários
Seja o primeiro a comentar.