A Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República (Secom) manifestou repúdio ao pedido de prisão formulado por Flávio Bolsonaro, candidato do PL, contra o servidor George Marques. A secretaria considerou a solicitação como "injusta e arbitrária", alegando que as acusações carecem de fundamentos e que há uma tentativa de responsabilizar o Governo Federal por uma publicação pessoal do servidor.

A nota divulgada pela Secom expressa "especial estranheza e indignação" diante da tentativa de criminalizar Marques, enfatizando que as alegações do candidato Flávio Bolsonaro não correspondem à verdade dos fatos.

O caso Nossa Senhora e a defesa da Secom

A controvérsia teve início após advogados de Flávio Bolsonaro apresentarem à Justiça Eleitoral uma queixa-crime. A ação se refere a uma republicação feita por George Marques em suas redes sociais. De acordo com informações veiculadas pela revista Veja, a queixa alega que o servidor teria incitado a disseminação de conteúdo falso relacionado a Nossa Senhora.

George Marques atua como coordenador-geral de Estratégia e Informação da Secom, conforme a lista oficial de membros do órgão. No entanto, a Secom rejeitou qualquer tentativa de associar o governo à manifestação. A secretaria esclareceu que Marques utilizou um perfil particular, fora do horário de expediente e com equipamento próprio, distorcendo os fatos ao atribuir a responsabilidade ao Governo Federal.

Liberdade de expressão e preocupação com censura

O governo intensificou seu posicionamento ao abordar as implicações do pedido de Flávio Bolsonaro. A Secom reforçou seu compromisso com a liberdade de expressão e a liberdade religiosa, expressando preocupação com iniciativas que possam resultar em censura a manifestações individuais.

A secretaria reiterou que o Governo Federal defende a liberdade de expressão e religião de todos os cidadãos brasileiros, e manifestou "repúdio e profunda preocupação com o patrulhamento e a censura impostos à população nesse episódio", em resposta à solicitação do candidato do PL.