O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta quinta-feira (24), em São Gonçalo, na Região Metropolitana do Rio de Janeiro, que o Brasil não aceitará interferência externa nas eleições de 2026. Em ato de campanha, ele disse que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, “vai perder” caso tente interferir no processo eleitoral brasileiro.

Lula declarou que tratou do assunto diretamente com Trump. Segundo o presidente, a posição foi apresentada em conversa entre os dois.

“Eu disse para o Trump que nas eleições aqui, se ele meter a mão, vai perder aqui as eleições. A gente não vai aceitar a ingerência de ninguém. Esse país que a gente quer está na mão de vocês”, afirmou.

Durante a caminhada em São Gonçalo, Lula esteve ao lado de Eduardo Paes, candidato ao governo do Rio de Janeiro, e dos candidatos ao Senado Benedita da Silva e Pedro Paulo.

Defesa da soberania

A manifestação ocorreu dois dias depois do discurso do presidente na abertura da 81ª Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas, em Nova York. Na terça-feira (22), Lula já havia defendido a soberania brasileira e a autonomia do processo eleitoral.

Na ocasião, ele disse que o Brasil não permitirá interferência de forças externas na vontade dos eleitores e afirmou: “Sob o olhar atento de uma cidadania plural e de uma imprensa livre, não permitiremos que os inimigos da democracia, internos e externos, atentem contra a vontade popular. A democracia brasileira pertence aos brasileiros. O Brasil continuará sendo um país soberano”.

“Brasil não cabe no quintal de ninguém”

No discurso na ONU, Lula também afirmou que “o Brasil não cabe no quintal de ninguém” e classificou o sistema eleitoral brasileiro como “moderno e robusto”. Ele disse ainda que, na votação marcada para 4 de outubro, os brasileiros escolherão entre “democracia e negacionismo”.