A pesquisa BTG/Nexus, divulgada neste domingo (28), aponta que a renda familiar é um fator determinante na distribuição de votos entre os candidatos Lula e Flávio Bolsonaro. Enquanto Lula demonstra maior apoio nas faixas de menor rendimento, Flávio Bolsonaro se destaca entre os eleitores com renda mais elevada.
Entre os entrevistados com renda familiar de até um salário mínimo, Lula alcança 49% das intenções de voto, em comparação com 31% para Flávio Bolsonaro. Na faixa de um a dois salários mínimos, o candidato do PT mantém a liderança com 46%, enquanto o senador registra 32%. A situação se inverte a partir da faixa de dois a cinco salários mínimos, onde Flávio Bolsonaro atinge 40% e Lula 38%. Em famílias com renda superior a cinco salários mínimos, o cenário é de 42% para Flávio e 39% para Lula.
Perfil do Eleitor por Ocupação
A pesquisa também analisa o perfil do eleitor de acordo com sua inserção no mercado de trabalho. Flávio Bolsonaro obtém 43% dos votos entre os integrantes da população economicamente ativa com emprego formal, enquanto Lula registra 35% neste grupo. Já entre os trabalhadores informais, Lula aparece com 43% e Flávio com 38%.
Entre os desocupados, Lula mantém a dianteira com 45% das intenções de voto, contra 36% de Flávio Bolsonaro. A diferença se acentua entre as pessoas fora da população economicamente ativa, onde 49% declaram voto em Lula e 30% em Flávio Bolsonaro.
Educação e Voto
A escolaridade é outro fator que apresenta contrastes na pesquisa. Lula alcança 50% de apoio entre aqueles que cursaram até o ensino fundamental, em comparação com 31% para Flávio Bolsonaro. No ensino médio, Flávio Bolsonaro tem 41% e Lula 37%. Entre os entrevistados com ensino superior, os dois candidatos apresentam um índice próximo, com 39% para Flávio e 38% para Lula.
No cenário estimulado de primeiro turno, a pesquisa aponta que Lula soma 42% das intenções de voto, enquanto Flávio Bolsonaro registra 37%. O levantamento da Nexus entrevistou 2 mil eleitores entre os dias 25 e 27 de setembro, com uma margem de erro de dois pontos percentuais.






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