O presidente da Rússia, Vladimir Putin, declarou na sexta-feira (25) que seu país não tem planos de iniciar uma ação militar contra nações europeias. As declarações foram feitas a jornalistas durante o 12º Fórum das Culturas Unidas, em São Petersburgo. Segundo Putin, as advertências sobre uma possível ofensiva russa servem para elevar a tensão e justificar o contínuo apoio dos governos europeus à Ucrânia, chamando essa hipótese de "completo absurdo".
Putin acusou o que chamou de "círculos agressivos" na Europa de usar a Ucrânia como um instrumento para conter o desenvolvimento da Rússia. Ele também reagiu às declarações do ministro da Defesa da Estônia, Hanno Pevkur, sobre um possível conflito, classificando a discussão sobre um ataque preventivo à Rússia como "palhaçada política", ironizando: “O circo foi embora, mas os palhaços continuam”.
Negociações e ataques recíprocos
Ao abordar a possibilidade de retomar as negociações com Kiev, Putin reiterou que qualquer decisão será tomada de acordo com os interesses russos. Ele mencionou que a Ucrânia propôs cessar-fogo, inclusive para ataques à infraestrutura energética, e a suspensão do bloqueio da costa russa no Mar Negro. Contudo, acusou Kiev de continuar com ofensivas contra alvos russos.
O presidente russo citou um ataque ucraniano a Moscou em 20 de setembro, que teria atingido edifícios residenciais e funcionários eleitorais. Em resposta, a Rússia teria intensificado seus ataques contra as forças ucranianas. Putin afirmou que a Ucrânia precisa “sentir esses ataques retaliatórios da Rússia e entender que nenhuma ação provocativa, nenhuma escalada da situação levará ao resultado desejado. Só piorará a situação deles.”
Apesar das discussões sobre uma eventual retomada do diálogo, Putin não apresentou uma data ou um acordo específico para novas negociações com a Ucrânia.






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