Lula e Flávio Bolsonaro chegam à reta final do segundo turno empatados numericamente conforme levantamento do Datafolha divulgado pela Folha de S.Paulo. Ambos contabilizam 50% dos votos válidos, resultado que levou integrantes do PT a apontarem sinais de mobilização crescente. O debate televisivo agendado para esta sexta-feira ganha relevo na avaliação sobre o desfecho da disputa.

Realizada entre terça e quinta-feira, a pesquisa tem margem de erro de dois pontos percentuais. Entre o total de votos computados, Flávio registra 47% e Lula, 46%. Outros 5% pretendem votar em branco ou anular o voto, enquanto 2% permanecem indecisos. Na sondagem anterior, o senador marcava 51% dos votos válidos.

Indicadores sobre o governo federal apresentaram evolução favorável. A aprovação aumentou de 48% para 49%, enquanto a desaprovação diminuiu de 50% para 48%. Entre as qualificações gerais, a parcela que avalia a gestão como ótima ou boa cresceu de 35% para 36%, e a que a considera ruim ou péssima caiu de 41% para 39%. A classificação como regular subiu de 23% para 24%.

Leitura otimista petista

Colaboradores de Lula veem no Datafolha sinais de uma onda favorável. O vice-presidente petista Jilmar Tatto liga o aumento de aprovação ao recuo da vantagem que Flávio tinha nos votos válidos, atribuindo a mudança aos atos de rua em favor do presidente e à atuação nas redes sociais. Sergio Gabrielli, coordenador do programa de governo, destaca outra interpretação: a percepção da população sobre o risco representado por uma eventual vitória do adversário estaria levando eleitores indecisos a se posicionar.

A rejeição aos candidatos também registrou variações. A de Flávio oscilou de 44% para 46%, enquanto a de Lula passou de 46% para 45%. O ministro das Relações Institucionais, José Guimarães, fez avaliação positiva dos números. Todas essas mudanças permaneceram dentro da margem de erro.

De acordo com avaliações de petistas, um desempenho sem maiores desgastes de Lula no debate desta sexta-feira poderia transformar o empate em vitória. Os bolsonaristas, por sua vez, apostam na capacidade de mobilização da direita para reverter o cenário.