O ministro Cristiano Zanin do Supremo Tribunal Federal concedeu prorrogação de duas horas na votação do segundo turno das eleições presidenciais neste domingo, estendendo o prazo até as 19h em Brasília. A decisão abrange apenas as urnas que ainda estavam abertas e atendeu a reclamações da campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e da de Flávio Bolsonaro.

Problemas de transporte mobilizam campanhas

A coligação Brasil da Esperança, formada por PT, PC do B e PV, foi a primeira a recorrer ao Supremo. Alegou redução na oferta de transporte público em diferentes regiões. Em São Paulo, apontou descompasso entre a determinação judicial de operação de 100% da frota de ônibus e a realidade de funcionamento com 60% dos veículos. O pedido foi apresentado menos de uma hora antes do encerramento.

A campanha de Flávio também solicitou a extensão em cidades de cinco estados: São Paulo, Minas Gerais, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. O motivo alegado foram dificuldades de deslocamento causadas por chuvas intensas.

Decisão contraria atribuições do TSE

A determinação de Zanin extrapolou a jurisdição do Tribunal Superior Eleitoral, órgão que deveria processar e julgar os pedidos das campanhas. Conforme orientação do gabinete do ministro, as seções eleitorais abertas deveriam funcionar até as 19h. A decisão fez o TSE suspender a totalização dos votos.