A menos de uma semana do primeiro turno das eleições, Romeu Zema (Novo), postulante à Presidência, está avaliando a possibilidade de desistir de sua candidatura. A equipe do ex-governador de Minas Gerais e a cúpula do partido discutem tanto a viabilidade quanto a maneira de comunicar essa decisão, caso seja concretizada.
As pressões sobre Zema intensificaram-se após o anúncio de Ricardo Salles (Novo-SP), deputado federal, de sua própria desistência da corrida ao Senado para endossar nomes da chapa de Flávio Bolsonaro (PL). Outros membros do Novo, como Marina Helena (SP) e Marco Antônio Superman, candidato ao Senado por Minas Gerais, também manifestaram apoio a Flávio Bolsonaro e solicitaram que Zema seguisse o mesmo caminho. Superman chegou a afirmar que Zema seria um “verdadeiro patriota” ao apoiar Bolsonaro, evitando assim que Lula (PT) alcançasse o segundo turno.
Movimentação política e “voto útil”
O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), também se juntou ao coro das pressões na última segunda-feira, 28 de agosto, ao defender a união da direita na reta final da campanha eleitoral, comentando a desistência de Salles. Caso Zema opte por abandonar a disputa, o discurso esperado é o de um “voto útil”, similar ao de Salles, justificando a retirada para evitar a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A decisão seria apresentada como um movimento em prol de um projeto político mais amplo, e não por interesses pessoais.
Desde a pré-campanha, Zema tem enfrentado solicitações para deixar a corrida presidencial. A percepção entre seus aliados é que sua saída poderia beneficiar Flávio Bolsonaro no primeiro turno. A candidatura de Zema também tinha como objetivo auxiliar o Novo a atingir a cláusula de barreira. No entanto, avaliações internas do partido indicam que os candidatos da legenda à Câmara dos Deputados já consolidaram suas campanhas, diminuindo a dependência de uma candidatura presidencial para obter competitividade.
De acordo com a pesquisa Datafolha mais recente, divulgada na quinta-feira, 24 de agosto, Zema aparece com 1% das intenções de voto. Essa consideração de desistência representa uma mudança em relação ao posicionamento do partido em agosto, quando o Novo havia declarado que Zema não cogitava retirar sua candidatura.






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