A Petrobras está considerando a possibilidade de integrar o projeto de gás natural Syrius, localizado em águas colombianas, à sua projeção de produção para o próximo plano de negócios, que abrangerá o período de 2027 a 2031 e será divulgado no final deste ano. Para que isso ocorra, a companhia precisa garantir a licença ambiental e finalizar as negociações com as comunidades locais a tempo, conforme revelado por uma diretora da empresa nesta quarta-feira.
A estatal brasileira, que opera o empreendimento com uma participação de 44,4% em parceria com a Ecopetrol, estatal colombiana, tem feito progressos na obtenção da licença ambiental. No entanto, a conclusão das consultas com as comunidades vizinhas ao projeto ainda é um passo essencial. Sylvia Anjos, diretora de Exploração e Produção, expressou otimismo sobre a inclusão do projeto na curva de produção, caso a licença seja aprovada.
Detalhamento do Projeto e Expansão Geográfica
Anjos detalhou que o projeto Syrius prevê a construção de um gasoduto submarino que transportará o gás diretamente para a costa, eliminando a necessidade de uma plataforma de produção. Ela descreveu o gás metano como puro, sem a necessidade de processamento, o que torna o projeto inovador.
Questionada sobre possíveis investimentos na Venezuela, a executiva descartou a possibilidade. Contudo, mencionou que a Petrobras está avaliando “tudo que é disponível na África”.
Na semana anterior, a Petrobras anunciou a assinatura de contratos de partilha de produção para a exploração de oito blocos marítimos na Costa do Marfim, descritos como de “elevado potencial”. Esta iniciativa faz parte da estratégia da petroleira para expandir sua atuação na costa oeste africana, buscando novas descobertas e a recomposição de suas reservas de petróleo para a próxima década.
Além da Costa do Marfim, a empresa tem explorado oportunidades em países como Gana, São Tomé e Príncipe, Namíbia e África do Sul, consolidando seus esforços de expansão no continente africano.






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