247 – A Petrobras aguarda licenças ambientais para avançar nos dez blocos adquiridos em parceria com a ExxonMobil na Margem Equatorial em 2025 e considera a reposição de reservas uma prioridade para sustentar sua atividade exploratória. A avaliação foi feita nesta segunda-feira (21) pela diretora de Exploração e Produção da estatal, Sylvia Anjos, durante a ROG.e 2026.

Anjos relacionou a necessidade de novas autorizações ambientais à descoberta de petróleo no poço de Morpho, também localizado na Margem Equatorial. Segundo a executiva, o resultado reforçou a estratégia da companhia para ampliar sua atuação exploratória na região.

“Morpho, de fato, foi uma grata resposta, muito positiva. Estávamos esperando por mais de uma década pela licença. … Nós temos agora, com a ExxonMobil, mais 10 blocos. Então, nós precisamos de licença ambiental e precisamos repor reservas”, afirmou a diretora no evento organizado pelo Instituto Brasileiro de Petróleo, Gás e Biocombustíveis (IBP).

Os dez blocos foram adquiridos pelas duas companhias no 5º Ciclo de Oferta Permanente de Concessão da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), realizado em 2025.

Nos blocos FZA-M-1040, FZA-M-1042, FZA-M-188, FZA-M-190 e FZA-M-403, a Petrobras será a operadora e terá participação de 50%, enquanto a ExxonMobil ficará com os outros 50%. Nos blocos FZA-M-477, FZA-M-547, FZA-M-549, FZA-M-619 e FZA-M-621, a configuração será inversa: a ExxonMobil será responsável pela operação, e a Petrobras terá metade da participação.

A necessidade de recompor reservas também tem levado a Petrobras a buscar novas áreas fora do Brasil. A companhia concentra essa expansão em regiões nas quais identifica características geológicas com maior familiaridade para sua atividade de exploração.

Na semana passada, a estatal anunciou a assinatura de oito contratos de partilha de produção na Costa do Marfim. Anjos, porém, afirmou que os resultados das iniciativas em países africanos ainda levarão tempo.

“Até eu ter uma resposta nos países africanos em que nós estamos, vai demorar um pouco. Por isso, estamos fazendo aquilo de que sempre gostamos, que é tirar o máximo dos campos que nós temos”, disse.

A diretora acrescentou que a Petrobras também busca elevar o desempenho dos ativos já em produção. “Estamos aumentando a nossa eficiência operacional inclusive nas bacias terrestres”, afirmou.

Anjos disse ainda que o crescimento da produção tem sido acompanhado por esforços para reduzir emissões. Segundo a executiva, a empresa procura mostrar que é “possível produzir mais emitindo menos”.

“Reduzimos em mais de 40% as emissões de CO2 e metano”, afirmou.