A defesa do ex-vereador e ex-presidente da Câmara Municipal de São Paulo Milton Leite (União) pediu neste fim de semana um habeas corpus ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) para tentar revogar a prisão temporária decretada contra ele. O caso está ligado à Operação Vectura Corrupta, que apura suspeitas de infiltração do PCC no transporte público coletivo de São Paulo.
Os advogados querem a suspensão imediata da prisão. Caso a Justiça entenda que alguma medida cautelar deve ser mantida, a defesa pede alternativas como comparecimento periódico em juízo, proibição de contato com investigados e testemunhas e uso de tornozeleira eletrônica.
argumentos da defesa
Na petição enviada ao STJ, os representantes de Leite alegam nulidade processual e falta de justa causa para a prisão. Eles afirmam que a decisão foi tomada de forma indevida após uma cautelar apresentada pelo Ministério Público de São Paulo (MPSP).
A defesa também sustenta que o ex-vereador não aparece nos diálogos citados na investigação e que seu nome não consta entre os contatos de José Daniel Satélite, apontado como operador e laranja do PCC. Os advogados ainda dizem que a prisão por 30 dias é desproporcional e citam o estado de saúde de Leite, de 70 anos.
prisão, atendimento médico e entrega à polícia
No sábado (19), Milton Leite recebeu atendimento no Fórum de Mogi das Cruzes, na Grande São Paulo, após apresentar pico de pressão. Depois do atendimento, participou da audiência de custódia, que manteve a prisão temporária. Ele está detido na Cadeia Pública de Mogi das Cruzes, no 1º Distrito Policial.
Leite se entregou na sexta-feira (18), na Delegacia de Investigação sobre Entorpecentes (Dise) de Mogi das Cruzes. Antes disso, era considerado foragido porque o prazo de 24 horas para se apresentar havia expirado. Ao deixar a delegacia, afirmou ser inocente e disse confiar na Justiça.
Durante buscas feitas na sexta-feira (18), a Polícia Civil encontrou R$ 280 mil e US$ 89 mil na casa de um assessor ligado a Leite. A operação investiga 16 pessoas e, segundo as autoridades, 12 das 22 empresas de transporte coletivo de São Paulo seriam, em tese, controladas pelo PCC.






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