Márcio Chaer, fundador do portal Consultor Jurídico (ConJur), faleceu recentemente, vítima de um infarto. O óbito ocorreu durante uma perseguição a um jovem que havia roubado um celular, que não pertencia a Chaer. Segundo um amigo e colunista, que o conhecia há quase 30 anos, a atitude de Márcio refletia sua aversão à injustiça, uma característica marcante de sua personalidade e que o levou a reagir mesmo quando a vítima não era ele próprio.

O legado do jornalista e a ausência do amigo

Chaer é reconhecido no meio jurídico e jornalístico por sua contribuição significativa, tendo recebido homenagens de altas autoridades do Brasil. Ele foi pioneiro na cobertura especializada do Judiciário, estabelecendo um novo padrão com o ConJur. No entanto, para seus amigos, o vazio deixado vai além do profissional. A perda é descrita como brutal e inesperada, um adeus a um companheiro presente em todos os momentos.

O colunista destaca a generosidade de Chaer, sua disponibilidade para ajudar sem esperar nada em troca e sua capacidade de mobilização diante de qualquer injustiça. Ele não se limitava a amigos íntimos, agindo sempre que percebia algo errado. Essa paixão por corrigir injustiças o acompanhou até o último instante de sua vida.

A amizade de quase três décadas transformou a relação profissional em um vínculo de vida compartilhada. Márcio Chaer participava ativamente da vida de seus amigos, presente em aniversários e momentos importantes, como Copas do Mundo. Em uma viagem, ele demonstrou seu cuidado ao auxiliar o amigo que passava mal em pleno voo. Ele era também parte de uma confraria de amigos que se reunia mensalmente.

Um coração gigante e a marca de uma amizade

Por trás do jornalista combativo e da personalidade forte, Márcio Chaer era, segundo seu amigo, um ser humano de coração gigantesco e generoso. Ele apreciava reunir pessoas, cultivar amizades e, acima de tudo, ajudar. Sua lealdade lhe rendeu inúmeros vínculos humanos no jornalismo, no Direito e em outros círculos sociais, que iam muito além de contatos profissionais.

A dor da perda é intensa para as centenas de pessoas que o consideravam um amigo. Para o colunista, a morte de Chaer é um choque, uma ausência que dói profundamente. Ele ressalta que, embora o jornalista e sua obra sejam eternos, a saudade do amigo generoso, que esteve ao seu lado por quase 30 anos, é a parte mais difícil. A maneira como Márcio Chaer morreu, agindo contra uma injustiça alheia, é vista como um reflexo perfeito de quem ele foi em vida.