Desde janeiro, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, intensificou o bloqueio econômico contra Cuba, implementando a sexta rodada de “medidas coercitivas” unilaterais. Essas ações, de autoria do Departamento de Estado, visam entidades e trabalhadores cubanos, e foram categorizadas como parte de uma política de “pressão máxima” por Washington.
A postura dos EUA gerou forte reação internacional. A Organização das Nações Unidas (ONU) qualificou as sanções como genocidas, e o presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, ao discursar na Assembleia Geral da ONU, denunciou a violência imposta a dez milhões de pessoas que residem na ilha caribenha. O chanceler cubano, Bruno Rodríguez Parrilla, reiterou que as punições às empresas cubanas têm o objetivo deliberado de prejudicar a economia do país e dificultar a garantia de serviços básicos à população pelo governo cubano.
Impacto das sanções e a história de Cuba
As sanções impostas pelos Estados Unidos limitam a capacidade de Cuba de realizar operações essenciais para qualquer nação. A ilha está impedida de comercializar petróleo, um recurso energético fundamental, e o governo americano restringe a compra e negociação de alimentos e insumos de saúde, o que corrobora a definição de genocídio usada pela ONU e pelo presidente Lula.
O fortalecimento do bloqueio econômico durante a segunda gestão de Trump foi, em parte, impulsionado por Marco Rubio, senador americano de origem cubana. A animosidade de Rubio contra Cuba é notória, e suas ações têm contribuído para as dificuldades enfrentadas pela população cubana. Atualmente, cerca de doze mil crianças cubanas aguardam cirurgias, e aproximadamente mil e duzentos jovens não recebem tratamento de saúde adequado.
A história recente de Cuba revela a transformação da ilha após a revolução de 1959. Liderados por Fidel Castro e Che Guevara, os revolucionários converteram uma região antes explorada pelos EUA em uma nação autêntica e respeitada. Internamente, a revolução erradicou o analfabetismo, o racismo, a fome e a miséria. Externamente, Cuba ofereceu auxílio a outros povos, como na luta contra o Apartheid na África do Sul e em desastres naturais como o terremoto no Paquistão, em 1996, e o acidente de Chernobyl, em 1986, superando, em muitos casos, a ajuda oferecida pelos Estados Unidos em situações semelhantes.
Antes da revolução, sob o regime ditatorial de Fulgêncio Batista, Cuba era amplamente controlada pelos interesses dos EUA. Cerca de 70% das terras aráveis estavam sob domínio de empresas e cidadãos americanos, evidenciando a humilhação sistemática imposta à ilha. As alegações de falta de democracia ou liberdade em Cuba, frequentemente usadas pelos presidentes americanos, eram desprovidas de verdade, assim como a ideia de que Cuba representava uma ameaça aos Estados Unidos. Na realidade, os EUA nunca desejaram a verdadeira democracia em Cuba.






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