Jeffrey D. Sachs publicou uma carta aberta em que pede aos membros do Congresso dos Estados Unidos que interrompam a guerra contra o Irã, após declarações de Donald Trump na ONU, em setembro, sobre a possibilidade de negociar ou “aniquilar a República Islâmica”.

No texto, Sachs afirma que Trump trata a decisão como pessoal e age sem considerar a Constituição, a lei, a Carta das Nações Unidas ou a opinião pública. Ele diz que o Congresso tem responsabilidade exclusiva para declarar guerra.

pressão sobre o congresso

O professor argumenta que republicanos e democratas falharam em conter decisões de guerra de presidentes anteriores e acusa parlamentares de se omitirem diante do atual governo. Segundo ele, muitos deputados e senadores recebem recursos de campanha de setores ligados à defesa e à tecnologia.

Sachs também sustenta que a guerra contra o Irã causou sofrimento no país, elevou gastos e provocou impactos em bases militares americanas no Oriente Médio. Ele afirma ainda que o fechamento do Estreito de Ormuz pressionou os preços de petróleo, gás, fertilizantes e outros produtos.

ataque a escola e crítica à onu

Na carta, Sachs menciona um ataque no primeiro dia do conflito que atingiu uma escola primária para meninas e deixou mais de 150 mortos, em sua maioria meninas de sete a doze anos. Ele diz que uma investigação militar apontou que o uso excessivo de inteligência artificial contribuiu para a escolha do alvo.

O professor defende que o Congresso corte recursos para operações ofensivas não autorizadas contra o Irã e afirma que os Estados Unidos devem parar os ataques e retirar as tropas. Para ele, encerrar a guerra ajudaria a reduzir a instabilidade nos mercados de energia e no abastecimento de alimentos.

No fim da carta, Sachs pede que os parlamentares cumpram o dever constitucional e interrompam o que chama de tentativa de Trump de concentrar poder em suas mãos.