Uma pesquisa nacional realizada pela AtlasIntel em parceria com a Bloomberg revelou que os eleitores estão divididos sobre quem são os principais envolvidos no escândalo de fraudes financeiras do Banco Master. O levantamento, que ouviu 5.015 pessoas entre os dias 17 e 22 de setembro de 2026, mostrou um empate técnico: 43,8% dos entrevistados apontam os aliados de Jair Bolsonaro (PL) como os maiores responsáveis, enquanto 43,4% atribuem essa responsabilidade aos aliados do presidente Lula (PT). A pesquisa tem margem de erro de 1 ponto percentual e nível de confiança de 95%, conforme registro no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-04739/2026.
Além dos dois grupos principais, o estudo também identificou outras percepções. Para 10,6% dos participantes, todos os grupos políticos estão igualmente implicados nas irregularidades do Banco Master. Já 1,6% acredita que o centrão é o principal envolvido, e 0,6% não soube responder. Esses números indicam que, embora haja forte polarização, uma parcela considerável da população não concentra a culpa em um único campo político.
Mudança de opinião ao longo do tempo
A pesquisa também comparou os dados atuais com um levantamento de março de 2026. Naquele período, 39,5% dos entrevistados atribuíam a responsabilidade principal aos aliados de Lula, enquanto 28,3% apontavam os aliados de Bolsonaro. O percentual de quem via todos os grupos igualmente envolvidos era de 14,6% na ocasião. A evolução mostra que a percepção sobre o caso mudou significativamente nos últimos meses, refletindo o impacto de novas informações ou eventos relacionados ao escândalo.
Essa divisão de opiniões é ainda mais evidente quando se analisa o perfil político dos respondentes. Entre os que se identificam como “esquerda lulista”, 96,4% afirmam que os principais envolvidos são os aliados de Bolsonaro. Já entre os que se declaram da “direita bolsonarista”, 95,5% atribuem o envolvimento aos aliados do governo Lula. Esses números mostram que a visão sobre o caso é fortemente influenciada pela posição partidária de cada eleitor.
Posição dos independentes
Entre os eleitores considerados independentes, a distribuição é mais equilibrada: 45,2% veem maior responsabilidade no grupo bolsonarista, 29% nos aliados lulistas e 22,8% avaliam que todos estão igualmente implicados. Esse grupo, que não se alinha a nenhum dos dois campos, tende a ser menos extremista em sua avaliação, embora ainda haja uma inclinação maior para atribuir culpa aos bolsonaristas.
O levantamento foi conduzido com a metodologia de Recrutamento Digital Aleatório (Atlas RDR), que permite uma amostra representativa da população. Os resultados revelam um cenário de forte polarização política no país, com os dois principais grupos políticos praticamente empatados na percepção pública sobre o escândalo Master. A pesquisa, registrada no TSE, é mais um indicativo de como o caso tem sido interpretado de forma distinta conforme a afinidade partidária dos brasileiros.






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